O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autorizou oficialmente a importação de morangos peruanos após constatar que a produção do país vizinho está livre de pragas.
A medida é fruto de um acordo bilateral entre Brasil e Peru, com importante articulação do governo do Acre e participação ativa do deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB).
Segundo o parlamentar, a liberação representa um avanço econômico para o estado, que poderá ter acesso a um produto de maior qualidade e com preço mais acessível.
“São morangos de qualidade, orgânicos, maiores, mais doces e frescos, porque estamos aqui muito próximos do Peru”, destacou Gonzaga.
Ele citou como exemplo os preços praticados em Porto Maldonado, onde uma caixa de 10 quilos custa cerca de 120 soles, valor bem abaixo do que é praticado atualmente no Acre.
Mais produtos na mira
A autorização para os morangos faz parte de uma estratégia maior entre os dois países. Luiz Gonzaga afirmou que o plano é liberar produtos em blocos de três, e que a próxima etapa já está em andamento.
“Estamos trabalhando já a liberação do ovo, que está muito bem avançada. Isso foi acertado em Lima, com os Ministérios da Agricultura do Brasil e do Peru”, explicou.
Segundo ele, a entrada de novos produtos importados poderá estimular o mercado local, beneficiar os consumidores com mais opções e preços competitivos, além de fortalecer o agronegócio acreano, que também ganha ao participar ativamente dessas articulações internacionais.
Integração e desenvolvimento
O deputado também agradeceu o apoio do governo do Estado do Acre e do governo federal, ressaltando que a boa relação entre as instituições tem sido essencial para concretizar avanços na área do comércio internacional de alimentos.
“Esse tipo de cooperação entre os governos mostra que é possível gerar desenvolvimento para o Acre com responsabilidade sanitária e benefícios reais para a população”, concluiu.

Com a autorização, os morangos peruanos devem começar a chegar nos mercados acreanos nos próximos meses, com expectativa de alta demanda devido à qualidade do produto e à proximidade geográfica, que reduz custos logísticos e garante maior frescor.