O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta sexta-feira (10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só deve indicar o novo integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de retornar da Itália.
A vaga foi aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada no dia 8 de outubro.
Lula embarca neste sábado (11) para Roma, onde participará do Fórum Mundial da Alimentação 2025, organizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O evento está marcado para a segunda-feira (13), e o presidente deve regressar ao Brasil ainda no mesmo dia.
Decisão deve vir após ‘reflexão cuidadosa’, diz Lewandowski
Em conversa com jornalistas durante um encontro com empresários em Belém, Lewandowski destacou que Lula não pretende agir com pressa na escolha do novo ministro.
“Essas decisões precisam ser rápidas, mas tomadas com ponderação. O presidente tem uma viagem marcada e, ao retornar, acredito que a definição será feita”, afirmou.
O titular da Justiça, que integrou o STF entre 2006 e 2023, também elogiou o trabalho de Barroso na Corte.
“O ministro foi um grande colega, um intelectual de destaque e alguém que deixou um legado importante. Sentiremos falta de sua presença no tribunal”, disse.
Barroso, de 67 anos, decidiu se aposentar antes de atingir a idade-limite de 75 anos. Em setembro, ele havia deixado a presidência do Supremo, que agora está sob comando do ministro Edson Fachin.
A saída antecipada lhe permite dedicar-se a novas atividades e oferece a Lula a oportunidade de indicar mais um nome à Corte — o terceiro desde o início de seu atual mandato.
Jorge Messias é favorito; Pacheco e Dantas aparecem entre os cotados
Nos bastidores de Brasília, o advogado-geral da União, Jorge Messias, é apontado como principal favorito à vaga. Também são citados o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, e a presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha.
Lewandowski negou participar das conversas internas sobre a sucessão e evitou manifestar apoio a qualquer nome. “Como cidadão, espero que o escolhido tenha os requisitos constitucionais: notável saber jurídico e reputação ilibada. Essa é uma decisão pessoal do presidente”, concluiu.