O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a indicação de uma mulher para ocupar a vaga de Jorge Messias na Advocacia-Geral da União (AGU), caso o ministro seja escolhido para o Supremo Tribunal Federal (STF).
A escolha de uma mulher ajudaria a atender a pressões políticas e sociais por maior representatividade feminina no primeiro escalão do governo.
Atualmente, o STF conta apenas com a ministra Cármen Lúcia, e a indicação elevaria para 11 o número de auxiliares no governo.
A pressão por uma ministra também vem de setores da sociedade e figuras públicas, como a cantora Anitta, que recentemente reforçou o pedido em publicação nas redes sociais.
“Tenho certeza de que existem mulheres qualificadas para o cargo no nosso país onde a maioria da população é mulher. Compartilho com toda esperança”.
Principais candidatas à AGU
Caso Messias seja confirmado para o STF, ele deve apresentar a Lula sugestões para sua substituição. Entre os nomes cotados estão:
- Isadora Cartaxo: advogada da União e atual secretária-geral de Contencioso, responsável pelas ações da AGU no STF. Considerada tecnicamente excelente e bem avaliada pelos ministros da Corte.
- Clarice Calixto: advogada da União e atual procuradora-geral da União, possui bom trânsito com setores e autoridades do governo.
- Anelize Almeida: procuradora da Fazenda Nacional, reconhecida pela competência técnica e pelo bom relacionamento com a equipe econômica. Conta com o apoio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
- Adriana Venturini: procuradora-geral Federal, surge como alternativa “correndo por fora”.
Entre os nomes masculinos, Flávio Roman, atual AGU substituto e procurador do Banco Central, é visto como uma solução prática, já que atua interinamente no cargo.
O Supremo Tribunal Federal possui 134 anos de história, com 172 ministros nomeados. Desses, apenas três foram mulheres, e nenhuma negra.
Caso Lula indique novamente um homem, o tribunal passará a ter 10 ministros e apenas uma mulher, Cármen Lúcia, nomeada por Lula em 2006.
As outras ministras foram:
- Ellen Gracie: nomeada por Fernando Henrique Cardoso em 2000, aposentou-se em 2011;
- Rosa Weber: nomeada pela presidente Dilma Rousseff em 2011, aposentou-se em 2023.
A indicação de uma mulher à AGU seria mais um passo do governo no sentido de equilibrar a representatividade de gênero nos cargos de comando da administração federal e do Judiciário.