SEGURANÇA PÚBLICA

Pedido por minuto de silêncio por mortos no Rio acaba em confusão: ‘lugar de bandido é na vala’

Vereadores de São Paulo se dividiram sobre homenagem às vítimas da megaoperação no Rio que deixou mais de 100 mortos.
Redação Portal Norte
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Um pedido de homenagem às vítimas da megaoperação policial no Rio de Janeiro provocou forte discussão entre vereadores de São Paulo, nesta quarta-feira (29).

A proposta, apresentada pela vereadora Luna Zarattini (PT), pedia um minuto de silêncio em memória das mais de 100 pessoas mortas durante a ação das forças de segurança fluminenses.

O gesto simbólico, no entanto, foi interrompido pelo vereador Lucas Pavanato (PL), que afirmou que a homenagem estaria voltada a criminosos mortos no confronto. O episódio gerou tumulto e dividiu o plenário.

“As únicas vítimas são os policiais”, diz Pavanato

Durante a sessão, Pavanato rejeitou o pedido de Luna e criticou a iniciativa em tom enfático. “Lugar de bandido é na cadeia ou na vala. As únicas vítimas são os policiais que morreram em combate”, declarou o parlamentar.

Ele recebeu apoio dos colegas Rubinho Nunes (PL) e Adrilles Jorge (PL), que também defenderam que homenagens só deveriam ser direcionadas às forças de segurança.

A intervenção de Pavanato interrompeu os trabalhos da Casa por alguns minutos. Sem acordo entre os vereadores, o presidente da Câmara encerrou o debate e deu sequência à pauta do dia. O minuto de silêncio acabou rejeitado.

Megaoperação no Rio teve mais de 100 mortos e 81 presos

A operação que motivou o pedido de homenagem foi deflagrada nesta semana em comunidades da zona norte do Rio de Janeiro, com foco no Comando Vermelho (CV). A ação mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e de forças especiais.

O balanço oficial indica mais de 100 mortos, entre eles quatro policiais, além de 81 prisões e dezenas de feridos. A ofensiva é considerada a mais letal da história do estado e reacendeu o debate nacional sobre violência policial e segurança pública.