CRIME

Audiência do caso da babá assassinada em Manaus começa hoje (30); família espera júri popular

Audiência marca início da instrução processual do homicídio qualificado de babá manauara encontrada com sinais de extrema violência em 2024.
Redação Portal Norte
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A audiência de instrução do assassinato de Geovana Costa Martins, de 20 anos, começou nesta quinta-feira (30), em Manaus, na 3.ª Vara do Tribunal do Júri.

Esta fase é decisiva para ouvir testemunhas, réus e peritos, além de avaliar as provas apresentadas, definindo se o processo seguirá para julgamento pelo júri popular.

O crime chocou a cidade em agosto de 2024, quando a jovem foi encontrada morta no bairro Tarumã, com sinais de extrema violência.

Ex-patroa e outros acusados respondem pelo crime

Segundo o inquérito, o assassinato teria sido supostamente arquitetado por Camila Barroso, ex-patroa da vítima, que cumpre prisão domiciliar. Além dela, Antônio Chelton Lopes de Oliveira e outros envolvidos foram indiciados por tortura, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

As investigações indicam que a motivação do crime estaria ligada à recusa da vítima em continuar sendo obrigada a atuar em atividades de prostituição dentro de uma casa de massagem de propriedade da acusada.

Detalhes da violência chocam familiares e autoridades

Durante o processo, depoimentos da família destacaram a brutalidade do assassinato. A mãe de Geovana Martins relatou que a filha sofreu espancamentos, queimaduras e mutilação, incluindo cortes em partes do corpo, antes de ter o corpo abandonado no bairro Tarumã.

O Ministério Público defende que a gravidade dos atos garante que o caso siga para julgamento pelo Tribunal do Júri, enquanto a defesa tenta questionar a validade das provas apresentadas.

Expectativa para julgamento

O caso permanece sob intensa atenção da sociedade e da imprensa local, devido à crueldade do crime e ao debate sobre violência contra mulheres em Manaus. A audiência de instrução é um passo essencial para decidir se os acusados serão submetidos a julgamento popular, previsto para ocorrer caso o juiz aceite as provas reunidas nesta fase.