Após dias intensos de debates e painéis na Cúpula do Clima, realizada em Belém, muitos visitantes aproveitaram o fim de semana para conhecer os principais pontos turísticos da capital paraense.
Entre as atrações mais movimentadas, o Museu das Amazônias, inaugurado em outubro no complexo do Porto Futuro 2, se consolidou como um dos destinos preferidos do público no sábado (8).
O estudante Manú Carihuazani se emocionou ao visitar o espaço: “Se ver representado em um grande espaço, né? Tem muitas coisas que falam sobre aquilo que permeia, enquanto pessoa indígena. Extremamente impactante e a gente fica feliz, né?”
Obras de Sebastião Salgado
O museu oferece experiências imersivas que permitem “sobrevoar” o maior bioma do planeta sem sair do chão. Um dos destaques é a exposição com imagens do renomado fotógrafo paraense Sebastião Salgado, que retratam com sensibilidade a vida e a natureza amazônica.
“Eu sou uma grande admiradora do trabalho de Sebastião Salgado. Eu acho que um dos fotógrafos mais incríveis do mundo. O olhar dele, a fotografia dele é tudo muito emocionante”, disse Adriene Rodrigues.
Para muitos, o novo museu representa uma celebração da identidade amazônica.
“É um espaço fantástico. Um espaço de muita cultura para esses, um espaço que estava vazio, sem nada, e hoje me mostra uma riqueza incrível da nossa Amazônia”, disse a neuropsicopedagoga Larissa Garcia.
Navio do Greenpeace atrai público e fila sob sol forte
Outro ponto de grande movimentação foi o navio do Greenpeace, ancorado nas margens do Rio Guamá, dentro da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Mesmo sob o sol forte, o público formou uma longa fila para conhecer a embarcação e participar das atividades educativas promovidas pela organização.
De acordo com a gerente de comunicação do Greenpeace, Lu Sodré, o objetivo é aproximar as pessoas da missão e dos valores da instituição.
“Quando as pessoas estão aqui, elas estão entrando em contato com o nosso DNA de vista mais puro, por assim dizer. Então, elas conseguem conhecer a nossa história, entender como a gente funciona, os nossos valores, a nossa independência financeira e, principalmente, conhecer nossas ações pacíficas e criativas que a gente faz nos oceanos, denunciando a violência contra as florestas”.
Roda de samba anima Mercado de São Brás
No tradicional Mercado de São Brás, considerado uma das obras estratégicas da COP30, o clima foi de celebração. Uma roda de samba embalou turistas e moradores que aproveitaram o sábado para dançar e curtir o som típico paraense.