A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) prendeu uma mulher de 22 anos, identificada como Leiliane Vitória Oliva, e o companheiro dela, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, suspeitos de participar e registrar abusos envolvendo a filha dela, de apenas 3 anos.
A investigação começou depois que um homem, com quem Leiliane mantinha um relacionamento extraconjugal, encontrou mensagens e indícios dos crimes no celular dela e levou o caso às autoridades.
Gravações levantam suspeita de exploração infantil
De acordo com a polícia, o casal teria produzido vídeos com conteúdo sexual envolvendo a criança, supostamente para alimentar fantasias compartilhadas.
Os arquivos foram apreendidos nos celulares dos dois e encaminhados para análise pericial. O conteúdo exato não foi divulgado.
Leiliane admite gravações e afirma estar arrependida
Ao deixar a delegacia, já após prestar depoimento, Leiliane declarou que se arrepende e que as gravações destruíram sua vida. A jovem afirmou que “não sabe o que aconteceu” e disse estar disposta a enfrentar as consequências.
Ela foi detida no trabalho, enquanto Andrey foi preso na residência da família, onde estava com a menina e um bebê de quatro meses, filho do casal.
Delegada diz que perícia definirá gravidade dos crimes
A delegada Michela Ragazzi, responsável pelo caso, informou que a criança passará por exame de corpo de delito. As imagens encontradas nos aparelhos serão avaliadas pela Polícia Científica, que deve apontar se houve atos libidinosos e qual a extensão dos delitos.
Segundo a corporação, o casal poderá responder por estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e divulgação de material envolvendo cenas de sexo com criança, crimes previstos na legislação brasileira independentemente de conjunção carnal.
Padrasto diz que ‘errou’, mas nega ter tocado na criança
Após a detenção, Andrey conversou brevemente com a imprensa e afirmou que cometeu “um erro enorme”, mas negou qualquer contato sexual com a criança. Ele alegou que as conversas no celular eram fantasias e insistiu que não houve toque na vítima.
Casal aguarda decisão da Justiça
Os dois foram encaminhados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e aguardam audiência de custódia, que vai decidir se permanecerão presos e para quais unidades serão transferidos. Os laudos periciais devem orientar os próximos passos da investigação.