TRAGÉDIA DF

Bebê de 1 ano morre asfixiada em casa de cuidadora no DF; mãe pede justiça

Criança de 1 ano morre asfixiada enquanto estava aos cuidados de profissional em Ceilândia; mãe relata versões contraditórias sobre o ocorrido.
Redação Portal Norte
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Uma bebê de 1 ano e 4 meses morreu asfixiada na tarde de quinta-feira (11), dentro da casa de uma cuidadora no Setor O, em Ceilândia. A pequena Laura Rebeca Ribeiro dos Santos teria ficado presa ao cinto de um bebê conforto enquanto dormia.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado assim que a criança foi encontrada desacordada. A equipe tentou reanimá-la, mas constatou o óbito ainda na residência.

A Polícia Militar isolou a área até a chegada da Polícia Civil, que investiga o caso por meio da 24ª DP.

Primeira vez longe da família

A mãe da menina, a cabeleireira Lorrany Stephane, publicou um desabafo emocionante nas redes sociais. Ela contou que era a primeira vez que deixava a filha com uma cuidadora desconhecida, por necessidade de trabalho.

Segundo Lorrany, a profissional havia sido indicada por uma colega do salão. A cuidadora teria garantido que enviaria fotos e que a casa possuía câmeras, o que tranquilizou a mãe naquele momento.

Relato da mãe: ‘Nunca imaginei o que estava por vir’

A mãe afirma que deixou Laura saudável e bem. O bebê conforto no qual a criança se enforcou não pertencia a ela.

Lorrany disse que recebeu a primeira informação de que a filha havia “se machucado”, mas não imaginava a gravidade. Ao chegar, encontrou a equipe do Samu tentando reanimar a bebê.

Versões contraditórias da cuidadora

A mãe relata que a cuidadora deu explicações diferentes sobre o que teria acontecido.

Em uma versão, disse que achou que a criança estava dormindo; em outra, que a bebê estaria virada; e em outra, que teria precisado sair, deixando Laura sob responsabilidade do marido.

Família pede justiça

Em meio ao luto, Lorrany afirma confiar no trabalho da Polícia Civil. Segundo ela, a perícia deve esclarecer exatamente o que ocorreu.

“A perícia vai dizer tudo e tudo que eu quero é justiça. A gente confia em deixar os nossos filhos lá porque precisa trabalhar e agora estou sem minha filha”, disse.

Investigação em andamento

A 24ª Delegacia de Polícia apura as circunstâncias da morte, incluindo o uso do cinto do bebê conforto e as responsabilidades da cuidadora no episódio. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais indiciamentos.