SAÚDE

Clínica clandestina é fechada em Manaus após veterinária prescrever medicamentos para humanos

Operação da Polícia Civil fecha estabelecimento irregular que realizava procedimentos e prescrevia medicamentos controlados sem profissionais habilitados.
Redação Portal Norte
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A Polícia Civil do Amazonas fechou, na manhã desta sexta-feira (9), uma clínica clandestina que funcionava no bairro Novo Israel, na zona norte de Manaus.

A ação fez parte da Operação Protocolo Paralelo, coordenada pelo 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), e resultou na prisão de duas mulheres, de 27 e 28 anos, apontadas como líderes do esquema ilegal.

Segundo a polícia, o local realizava atendimentos e procedimentos sem qualquer autorização dos órgãos sanitários e sem profissionais habilitados para atuar na área da saúde humana.

De acordo com o delegado Rodolfo Sant’Anna, titular do 18º DIP, as investigações apontaram que o grupo atuava de forma organizada, oferecendo à população medicamentos controlados e aplicações injetáveis de maneira irregular.

Um dos principais agravantes identificados durante a apuração foi que os medicamentos destinados a uso humano eram prescritos por uma médica veterinária, prática que contraria as normas que regulamentam o exercício profissional na área da saúde.

Medicamentos controlados e insumos foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam medicamentos de uso controlado, materiais utilizados para aplicações injetáveis, além de documentos e aparelhos eletrônicos. Todo o material foi encaminhado para perícia técnica.

A Polícia Civil informou que a análise de celulares, computadores e documentos deverá ajudar a dimensionar o alcance do esquema, identificar outros possíveis envolvidos e levantar informações sobre pessoas que tenham sido submetidas aos procedimentos irregulares.

As autoridades também investigam se houve prejuízos à saúde de pacientes atendidos na falsa clínica. O objetivo é verificar se os procedimentos realizados causaram complicações médicas ou riscos à integridade física dos usuários do serviço ilegal.

As duas mulheres foram conduzidas à unidade policial, onde passaram pelos procedimentos legais. Conforme o enquadramento preliminar, elas devem responder por crimes como exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, associação criminosa e delitos contra a saúde pública.

A Polícia Civil em Manaus destacou que a Operação Protocolo Paralelo integra um conjunto de ações voltadas ao combate de práticas ilegais na área da saúde, especialmente aquelas relacionadas ao uso e à prescrição indevida de medicamentos controlados. As suspeitas permanecem à disposição do Poder Judiciário, enquanto as investigações continuam.