Um grupo de visitantes foi rendido e amarrado dentro de um banheiro durante um assalto ocorrido nas dependências do Museu da Amazônia (Musa), em Manaus, na noite do último domingo (18).
O caso foi confirmado pela administração do museu por meio de uma nota divulgada nas redes sociais.
Segundo o comunicado, o crime aconteceu por volta das 18h30. A instituição lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade às vítimas, mas não informou o número exato de pessoas afetadas.
De acordo com informações repassadas pelo museu, os visitantes foram conduzidos até um banheiro localizado próximo a uma trilha, onde já havia outras pessoas amarradas. A quantidade total de vítimas não foi divulgada.
Uma das pessoas que estava no local relatou que a ação criminosa durou cerca de 30 minutos. Após o assalto, os suspeitos fugiram levando principalmente capacetes e celulares. Até o momento, ninguém foi identificado.
Ação foi registrada na polícia
O caso foi registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e está sob investigação. Em nota, o Museu da Amazônia informou que os órgãos de segurança pública foram acionados logo após a ocorrência e que a instituição está colaborando integralmente com as autoridades, repassando todas as informações necessárias para a apuração dos fatos.
Uma das vítimas, Ana Paula, de 37 anos, natural de Porto Alegre (RS), contou que a abordagem ocorreu no momento em que os visitantes se preparavam para deixar o local em Manaus. Segundo ela, ao sair do banheiro, foi rendida por um homem armado e forçada a retornar ao espaço.
Outros turistas que desciam da torre também foram abordados e levados para os banheiros masculino e feminino. Conforme o relato, pelo menos cinco suspeitos participaram da ação.
O grupo utilizou lacres plásticos para imobilizar os braços das vítimas, fez ameaças e recolheu celulares, documentos, dinheiro e cartões bancários.
Pânico, ameaças e ordens para permanecer no local
Ainda segundo os turistas, durante o assalto algumas pessoas passaram mal. Uma mulher chegou a desmaiar após entrar em pânico ao lembrar que os filhos estavam sozinhos em casa.
Os criminosos diziam repetidamente que “não queriam nada”, mas continuavam recolhendo os pertences.
Antes de fugir, eles ordenaram que as vítimas permanecessem no local e contassem até um número determinado antes de sair, o que intensificou o clima de medo.
Após a saída dos suspeitos, funcionários do museu ajudaram a retirar os lacres plásticos e prestaram apoio inicial às vítimas. Sem documentos, celulares ou dinheiro, muitos turistas precisaram de ajuda de terceiros para retornar aos hotéis.
O registro do boletim de ocorrência foi feito com apoio da Polícia do Turismo em Manaus.
Em nota, o Museu da Amazônia informou que o local conta com uma equipe de vigilância atuando 24 horas por dia e monitoramento constante dos espaços durante o período de visitação.
A instituição afirmou ainda que irá adotar medidas preventivas adicionais para reforçar a segurança e mitigar riscos, com o objetivo de ampliar os protocolos de proteção de visitantes e colaboradores.
Abalada, Ana Paula afirmou que sempre teve o desejo de conhecer a Amazônia, mas relatou que a experiência deixou marcas emocionais.
Ela também questionou a segurança no local e disse que, até o momento, não recebeu um posicionamento direto da administração do museu sobre o ocorrido.