O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), falou nesta quarta-feira (26) sobre a proposta de taxação de fortunas dos chamados “super-ricos”.

A classe possui uma tributação diferente, longe do pagamento do chamado “come-cotas”.

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Em entrevista ao Metrópoles, o ministro nomeou “super-rico” como uma “pessoa que está em um paraíso fiscal só dela”.

O gestor ministerial criticou ainda a forma de tributação destinada a este público.

“O Brasil criou uma espécie de conta paradisíaca para essas 2 mil famílias [de super-ricos]. Não faz sentido”, criticou.

Haddad detalhou valores do patrimônio dos “super-ricos”

“Estamos falando de 2,4 mil fundos, que envolvem um patrimônio da ordem de R$ 8 bi. Se fosse 1% da população, 2 milhões de pessoas… Estou falando de 2 milhões de pessoas”, defendeu o ministro.

Haddad ainda ressaltou que a não taxação das grandes fortunas faz parte de uma legislação anacrônica.

“Ninguém está querendo tomar nada de ninguém. Estamos cobrando o rendimento desses fundos como qualquer trabalhador. Você recebe o salário, você paga o Imposto de Renda”, explicou Haddad.

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Medida Provisória

Na última semana, o ministro da Fazenda disse que encaminhará ao Congresso Nacional um projeto de lei que tributa os fundos exclusivos.

Em 2017, o ex-presidente Michel Temer (MDB) editou uma MP para instituir a cobrança IR sobre os “super-ricos”, mas houve uma resistência do Congresso Nacional e a medida perdeu a validade.

Na época, Temer estimava arrecadar mais de R$ 10 bilhões.