Não foi só “Tomás” — amigo de Harry Styles chamado Tom que, segundo o cantor, após quatro dias no Brasil já falava com sotaque carioca — que aderiu ao português.
Na noite desta terça-feira (13), o cantor inglês subiu ao palco do Allianz Parque para uma segunda apresentação em São Paulo (a primeira foi em 6 de dezembro), cumprimentando os fãs no idioma local: “Boa noite, Brazuca! Estava com saudades!”.
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Um ano antes do show, fãs do artista já acampavam em frente ao estádio onde aconteceria o evento.
“Nós estávamos em barracas, mas não precisávamos passar o dia todo lá” explica Isabel Almeida, de 19 anos.
“Cada barraca tinha um grupo de pessoas que se dividia entre turnos de manhã, tarde e noite durante todos os dias da semana, então dava para conciliar com os estudos, trabalho, você vinha quando estava livre mesmo”, conta a jovem, mostrando um crachá com QR Code que a designava como “Integrante oficial da barraca”.
Suas colegas de fila contam que existe uma pessoa responsável apenas por organizar a questão da estadia — por assim dizer — fora do Allianz Parque.
Fãs do Brasil viajam para ver Harry Styles
Entre QR Codes e barracas, há também quem veio de fora de São Paulo para curtir o show de Harry Styles e, quem sabe, conseguir um lugar pertinho do ídolo.
Luísa Silva, de 24 anos, desembarcou do interior de Minas Gerais ainda na madrugada desta terça-feira, e foi direto para a fila, às 4h15 da manhã.
“Eu gosto de fazer amigos em filas de show”, diz ela, cercada de um grupo de pessoas. “Hoje eu espero realizar o sonho de ver meu artista preferido, que já estou esperando há três anos”, conta.
Os ingressos tanto para a apresentação desta terça, quanto do dia 6 de dezembro e para a próxima quarta-feira, 14, foram vendidos em 2019, antes da pandemia de Covid-19.
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Já Carolina Gonçalves, de 19 anos, viajou de Belém do Pará para São Paulo para acompanhar a After Hours Tour.
Ela já assistiu a apresentação do dia 6, seguiu para o Rio de Janeiro, onde acompanhou o show de Harry Styles na Jeunesse Arena e voltou para São Paulo para assistir aos outros dois shows que o artista inglês tinha agendado na cidade.
“Esse é meu quarto show do Harry Styles. O primeiro foi em 2018, eu era menor de idade então meu pai veio comigo, os outros dois foram nessa turnê mesmo, e amanhã eu ainda volto para ver o último! Hoje eu estou feliz porque consegui chegar bem mais cedo e espero conseguir um lugar perto da grade”, conta.
A apresentação seguiu a mesma setlist do primeiro show de São Paulo e das apresentações no Rio de Janeiro e Curitiba, misturando singles de seus álbuns como Golden, Adore You, Watermelon Sugar com o sucesso de sua ex-banda, o One Direction, What Makes You Beautiful.
A diferença desse show para os outros era o próprio Harry Styles. Mais abrasileirado, ele trocou frases em português com a plateia, que foi a delírio.
A mais repetida pelo músico durante o show foi um convite para todos os presentes “rebolarem a raba” — fica o questionamento de quem ensinou o vocabulário ao cantor inglês.
Em determinado momento, também, sua banda tocou o hit de MC João Baile de Favela, ao qual Harry ensaiou uma dancinha.
Para terminar a apresentação, Harry Styles homenageou seu primeiro álbum, que completou 3 anos nesta terça-feira, cantando a música Fine Line e sendo ovacionado pelo público.