CULTURA INDÍGENA

Isabelle Nogueira pinta grafismo indígena no ‘bumbum’ e gera polêmica; entenda

Isabelle Nogueira, rainha de bateria do Boi Garantido, gerou polêmica ao usar grafismo indígena em festa de vitória; artista indígena que criou a pintura explica o significado cultural.
Redação Portal Norte
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O nome da “Cunhã-Poranga” do Boi Garantido, Isabelle Nogueira, esteve em alta desde sábado (12), após surgir com um grafismo indígena no “bumbum”. A dançarina usou as pinturas durante a festa da vitória da agremiação em Manaus.

O assunto virou uma bola de neve nas redes sociais, com alguns internautas criticando a escolha da ex-BBB. Inclusive, uma das publicações chegou a comparar a amazonense com a sua “rival” no Festival de Parintins, Marciele Albuquerque.

Na postagem, colocavam a “Cunhã-Poranga” do Boi Caprichoso era exaltada como superior por, supostamente, evitar situações semelhantes. No entanto, internautas resgataram imagens que mostram a dançarina reproduzindo o mesmo tipo de comportamento.

Artista de Isabelle Nogueira se pronuncia

A artista responsável pelos grafismos usados por Isabelle Nogueira na festa da vitória se pronunciou sobre a repercussão negativa das pinturas. Kamy Wará, indígena sateré mawé, explicou sobre o processo de criação.

Em uma conversa privada, compartilhada no Twitter, é possível ver a artista apresentando a sua visão sobre as críticas. Ela disse que compreende a confusão dos internautas, mas reforça que a pintura é uma manifestação cultural “pelo corpo todo”.

“Nos pintamos dessa maneira pelo corpo todo, porque é proteção, nosso costume e não temos maldade ao olhar o grafismo corporal como muitas pessoas estão citando”, disse.

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