A casa do influenciador paraibano Hytalo Santos foi alvo de um mandado de busca e apreensão na última quarta-feira (13), em João Pessoa.
Equipes da Polícia Militar estiveram no local por determinação da 1ª Vara da Infância e Juventude, que investiga o criador de conteúdo por suposta exploração de menores de idade nas redes sociais.
A decisão, assinada pelo juiz Adhailton Lacet Correia Porto, autoriza a apreensão de celulares, computadores e outros equipamentos usados nas gravações feitas pelo influenciador. Todo o material será encaminhado para análise pericial.
A operação começou por volta das 16h30 e, até a última atualização, as equipes ainda permaneciam no imóvel.
Segundo vídeos da ação divulgados nas redes sociais, a casa aparentemente tinha sido “esvaziada” momentos antes da polícia chegar.
Assista ao vídeo:
🚨VEJA: Assim foi encontrada a casa do Hytalo Santos quando a polícia chegou com o mandado de busca e apreensão. pic.twitter.com/LSCGVcDQuB
— CHOQUEI (@choquei) August 13, 2025
Bloqueio nas redes sociais do influenciador
Além da busca e apreensão, Hytalo Santos está proibido de entrar em contato com os menores citados no processo e teve suas contas nas redes sociais bloqueadas por decisão judicial.
O perfil do influenciador no Instagram está fora do ar desde sexta-feira (8), após o humorista Felca denunciar publicamente a suposta “adultização” e exploração de crianças e adolescentes em vídeos publicados por ele.
A defesa de Hytalo disse ao g1 que ele vai se pronunciar por meio de um vídeo, mas não informou quando. Sobre a operação, o advogado afirmou “não estar sabendo”.
Caso ganhou repercussão nacional
O episódio chamou atenção do deputado federal Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara.
Na segunda-feira (11), ele protocolou no Ministério Público um pedido formal de investigação criminal contra Hytalo Santos.
No documento, Reimont solicita apuração urgente das denúncias, possibilidade de prisão preventiva e ampliação das investigações para outros influenciadores que possam estar envolvidos em práticas semelhantes.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, também comentou o caso e ressaltou que o Parlamento já recebeu projetos de lei relacionados à proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais.