Toda gravidez apresenta perigos em potencial para a mãe e para o bebê. Em alguns casos, contudo, tanto a saúde materna quanto a infantil podem ficar comprometidas.
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Os principais fatores de alto risco englobam quatro grandes grupos, que incluem características individuais e condições sociodemográficas desfavoráveis; história reprodutiva anterior à gestação atual; doenças obstétricas na gestação atual e intercorrências clínicas.
O pré-natal, com profissionais de ginecologia e obstetrícia, é essencial durante todo esse período.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 830 mulheres morrem diariamente devido a complicações na gestação ou no parto em todo o mundo. Estima-se que 90% dos casos sejam evitáveis.
A morte em decorrência de gravidez de risco também é considerada pelo Ministério da Saúde um problema de saúde pública que atinge o Brasil.
A redução dessa mortalidade vem sendo perseguida em alinhamento ao pacto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que tem a pretensão de reduzir sequencialmente esses índices em até 30 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos até 2030.
Em março de 2022, o Ministério da Saúde lançou o Manual de Gestação de Alto Risco para apoiar equipes que trabalham na assistência obstétrica e atuam na identificação de riscos à saúde das mulheres e de seus filhos. O material deixa claro que é preciso uma rede de cuidados e de apoio para isso.
Sendo assim, é importante que as mulheres tenham acesso a um pré-natal de qualidade, assistência ao parto seguro e cuidado puerperal apropriado.
Além disso, precisam de atenção a questões como as fragilidades do planejamento familiar, principalmente em relação ao risco reprodutivo e aos desertos sanitários do país.
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Fatores de risco na gravidez
Alguns desconfortos são comuns a quase toda gravidez saudável, como náuseas, constipação intestinal, dor nas costas e necessidade de ir ao banheiro diversas vezes ao dia.
Entretanto, outros sintomas podem indicar uma gestação de risco, como sangramentos vaginais, contrações uterinas antes do tempo, vômitos e náuseas frequentes, dores ao urinar e aceleração repentina dos batimentos cardíacos.
Segundo o Ministério da Saúde, a falta do pré-natal é um fator de risco para a mãe e para o recém-nascido.
O controle e o acompanhamento especializados da gravidez ajudam a mapear os potenciais perigos e a definir estratégias de cuidados.
Além disso, geralmente a gestação de alto risco acomete mulheres que já apresentavam situações de risco antes de engravidar, como diabetes ou excesso de peso. Contudo, essa condição pode se desenvolver e trazer problemas a qualquer momento.
Um dos grupos que definem os fatores de risco, segundo o Ministério da Saúde, engloba as características individuais e as condições sociodemográficas desfavoráveis. Uma delas, por exemplo, é ter idade menor que 17 anos ou maior que 35.
Aspectos como a ocupação da mulher, quando envolve muito esforço físico ou exposição a agentes nocivos, precisam ser considerados.
A dependência de drogas lícitas ou ilícitas também é motivo de alerta.
Por fim, a história reprodutiva anterior deve ser levada em conta.
É necessário saber se já houve morte perinatal explicada e inexplicada, se a mulher passou por abortos e se foi diagnosticada com esterilidade ou infertilidade.
Além disso, a hipertensão é fator primordial para atentar durante a gestação, pois representa alto risco.
São fatores que também devem receber atenção especial: doenças obstétricas na gravidez atual, como desvio do crescimento uterino, trabalho de parto prematuro, gravidez prolongada, pré-eclâmpsia e eclâmpsia.
Condições como diabetes gestacional, hemorragias da gestação e óbito fetal também são de alto risco.
Cuidados essenciais
Como medidas para evitar a mortalidade, órgãos como o Ministério da Saúde e a OMS ressaltam a importância do acesso ao pré-natal sistemático e de qualidade para reduzir problemas durante a gestação e o parto.
No Brasil, por exemplo, cada grávida tem o direito de comparecer a consultas gratuitas de pré-natal em unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nas visitas ao médico, são realizados exames que verificam aspectos como o peso e o tamanho do bebê, o funcionamento do seu coração e a pressão arterial da mãe.
Avalia-se também, dentre outros aspectos, se a genitora é portadora de câncer de colo de útero ou soropositiva.
Quando o obstetra identifica uma gravidez de risco, é fundamental que a gestante siga todas as recomendações médicas e realize consultas periódicas para acompanhar de perto a evolução do feto.
As orientações variam conforme cada caso; o médico pode recomendar repouso pelo máximo de tempo possível ou até mesmo internação hospitalar.
Durante a gravidez, principalmente a de risco, é importante ter alguns cuidados especiais que ajudam a evitar complicações para a mãe e para o bebê.
Ter uma alimentação saudável e equilibrada, repousar, controlar o peso, evitar o consumo de álcool e de outras drogas e não permanecer em ambientes com fumaça são alguns exemplos.
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