A infância de Hermeto: memórias e invenção

“Não gosto de nada na minha memória porque a minha mente tem que estar sempre aberta, sinto as coisas, e tenho que deixar assim, para continuar a ser criativo.”

O avô e o despertar da música

“Meu avô era ferreiro, e eu ouvia aqueles sons, de bater no ferro. Achava aquilo lindo, maravilhoso. Foi o início da música.”

O encontro com Miles Davis

“O Miles, fui ver um show em Nova Iorque. Só o conhecia de nome. E houve uma amizade inexplicável. E numa entrevista em Paris ele disse que “queria ser aquele albino maluco”. Achei lindo.”

Hermeto e Elis

“Foi a maior cantora com quem toquei, a musicalidade dela. Eu fazia os acordes no piano, ela entendia tudo. Infelizmente se foi. Fisicamente, apenas. O espírito continua.”

Ídolos na música

“Se tenho ídolos? Tenho. Deus e os anjos, é deles que surge a música. Que é universal.”

Novo projeto

“É uma coisa linda, não sei ainda se será um disco, estou vendo o lançamento. Mas será algo fantástico.”

O que Hermeto tem ouvido

“Pra mim não tem música brasileira. É música universal. Tenho ouvido o vento. A música é universal, não para. Somos todos semelhantes. É meu jeito de ser.”

Improviso

“Nunca sei o que vou tocar. É como perguntar pro jogador de futebol como ele vai driblar, pro pescador, como irá pegar o peixe. Não premedito nada. Sinto.”