Economia

Comissão da Câmara debate taxação de produtos estrangeiros pela internet

Comissão debate regras para venda de produtos estrangeiros pela internet, com discussão sobre taxação de compras de baixo valor
Redação Portal Norte
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A Comissão de Finanças e Tributações (CFT) presidida pelo deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), na Câmara dos Deputados, debate nesta quarta-feira (4) as regras para a venda de mercadorias estrangeiras pela internet.  

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Aceitaram o convite para participar da audiência:   

  • Jorge Gonçalves Filho – Presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo – IDV 
  • Robinson Sakiyama  Barreirinhas – Secretário Especial da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil – RFB 
  • Marco Aurélio Bertaiolli – Vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil – CACB  
  • Rodrigo Saraiva Marinho- Diretor Executivo do Instituto Livre Mercado  

Durante o debate, a deputada federal Adriana Ventura (Novo – SP) que é a favor da isenção de taxas para compras até 50 dólares, afirmou que a discursão está voltada à taxação dos pobres, e que é importante seguir diretrizes internacionais.  

“a gente precisa pensar que a gente tá dando acesso a produtos de qualidade para a classe C e D, isso, o que a gente tá fazendo é tributar mais pobres que não tem condição de sair do país, porque hoje quem sai do país e pode viajar, pode gastar mil dólares lá fora e é isento, agora aquela pessoa que trabalha, que quer comprar uma blusinha, vocês estão querendo taxar,” disse a deputada.  

O vice-líder da oposição deputado federal Abílio Brunini (PL-MT) também levantou a questão da taxação dos pobres e afirmou que essa tributação é uma desculpa para regular o mercado e obrigar as pessoas a comprar nas grandes lojas brasileiras com o preço abusivo.    

“prejudicado é o pobre que entra no aplicativo para comprar um produto que no Brasil as vezes é 200 reais e ele compra por 15 reais pela internet, essa questão de voltar a tributação ou de aplicar tributação sobre importação de pequenos valores até 50 dólares, é um absurdo” 

O deputado ainda afirmou que se as grandes empresas estão interessadas em aumentar ou criar impostos sobre pequenos valores, elas não querem vender a mercadoria e sim “obrigar o consumidor a comprar exclusivamente das empresas que são amigas”.   

“Se aumentar impostor fosse sinônimo de prosperidade, o Brasil seria essa explosão de indústria, seria essa explosão de grandes empresas e não é” disse Brunini.  

Em sua fala o deputado federal Guilherme Boulos afirmou que o “discurso anti-imposto” é demagógico mas não para em pé.  

“Eu quero ver quem diz isso explicar pro trabalhador que dependo do SUS, como o SUS vai ser financiado se cortarem todos os impostos, eu quero ver quem diz isso explicar para os pais e mães que dependem de creche pública”, disse o deputado da base governista.  

Receita Federal

Segundo Robinson Barreirinhas, a Receita Federal não trata só de taxas, mas abrange aduana que cuida da segurança do mercado brasileiro. O secretário explicou que agora a RFB tem dados sobre o que entra no país por via postal.  

No ano passado, cerca de 180 milhões de encomendas chegaram ao Brasil, mas apenas 3 milhões foram registradas. Em setembro a Receita Federal atingiu 46% de declarações preenchidas, ou seja das 18 milhões de encomendas do último mês “quase metade, houve o preenchimento de declarações” 

Acompanhe a audiência pública da Câmara dos Deputados:

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