O mês de outubro também alerta para a prevenção e combate à Sífilis e à Sífilis Congênita.

Celebrado no terceiro sábado de outubro, o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita busca enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequado para a doença durante a gestação e como Infecção Sexualmente Transmissível (IST), independente do gênero.

Indicadores do Ministério da Saúde (MS) revelam que foram registrados 79.587 casos de sífilis adquirida em 2022, no Brasil. Em grávidas, foram contabilizadas 31.090 ocorrências.

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De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Amazonas registrou 2.416 casos de sífilis adquirida em 2022.

Deste total, a maioria (1.557) se refere a pacientes homens. No caso das mulheres, foram 858 ocorrências.

Grávidas com sífilis congênita foram 1.024, apontam os dados oficiais. No caso das gestantes, a maioria dos casos (551) foi registrada em mulheres com 20 a 29 anos.

Transmissão e tratamento

Sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. A condição tem cura e ocorre exclusivamente em seres humanos, segundo o Ministério de Saúde.

A principal via de transmissão é o contato sexual, seguido pela transmissão para o feto durante o período de gestação de uma mãe com sífilis não tratada.

O sangue contaminado também é um vetor da doença.

A sífilis passa por estágios distintos. A fase primária é caracterizada por uma úlcera indolor, chamada de cancro, que surge no local da entrada da bactéria, geralmente nos genitais, ânus e boca.

No estágio secundário, que ocorre após semanas ou meses sem tratamento, a doença pode causar lesões de pele, febre, dor de garganta, manchas avermelhadas na pele e outros sintomas.

Em alguns casos, a infecção pode chegar até a fase terciária, que pode causar danos graves aos órgãos internos, sistema nervoso e outras partes do corpo.

Já a sífilis congênita pode causar complicações para o bebê, incluindo defeitos de nascimento, atraso no desenvolvimento e problemas neurológicos, entre outros.

A sífilis é uma doença curável com tratamento adequado à base de antibióticos.

É fundamental que a doença seja diagnosticada e tratada o mais cedo possível para prevenir complicações e a transmissão para outras pessoas”, destaca o especialista.

Prevenção e diagnóstico

De acordo com o Ministério da Saúde, o uso de preservativos sexuais (masculinos ou femininos) durante as relações é a maneira mais segura de prevenir a transmissão da doença.

Além disso, é indicado o acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais durante o pré-natal.

Já o diagnóstico da sífilis envolve uma combinação de testes laboratoriais e avaliação clínica.

Os chamados testes treponêmicos são os principais exames confirmatórios, já que podem identificar anticorpos específicos para a bactéria causadora da sífilis (em geral, IgM e IgG) no soro sanguíneo.

O exame é considerado simples e também pode ser feito em recém-nascidos.

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