POLÍTICA

Eduardo Braga vota a favor da criminalização do porte de drogas

Senador Eduardo Braga apoia criminalização do porte de drogas na Constituição, aprovada na CCJ do Senado. Ele defende descriminalização apenas para uso medicinal sob controle estatal.
Redação Portal Norte
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A proposta de emenda constitucional que inclui a criminalização da posse e do porte de drogas, em qualquer quantidade, na Carta Magna, recebeu voto favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM).

A matéria, de iniciativa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi aprovada nesta quarta-feira (13/03) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e agora segue para apreciação no plenário.

“Por uma razão lógica e um impeditivo insanável, eu sou contra a legalização (do porte e posse) da maconha, sob pena de a fracionalização da droga, em pequenas quantidades, respaldar a coisa mais absurda do mundo, a lavagem de dinheiro criminoso oriundo da droga a partir de uma janela que permitiria a posse e o porte da maconha”, justificou o senador.

Braga falou sobre as condições necessárias para a legalização da maconha no Brasil, que demandaria controle do Estado.

“Para que eu legalize uma determinada quantia [a posse e o porte de droga], eu preciso ter a produção legalizada e sob o controle do Estado. Por isso que em alguns países, os medicamentos oriundos da ‘cannabis’ só podem ser comercializados naqueles estabelecimentos, com regras muito claras e com certificado de origem da matéria prima, para não correr o risco de a maconha que está naquela drogaria, sendo comercializada, seja a mesma maconha que financia o narcotráfico das facções criminosas”, acrescentou.

O senador disse ainda que seria a favor da descriminalização da maconha, para o uso científico e medicinal, desde que sua produção fosse legalizada sob regras do Estado.

“Seria a favor para trazer a cura, dentro de todo um arranjo, controlado pelo Estado, a favor da qualidade de vida e da saúde pública. Dentro desse contexto, eu diria que não sou contra. Mas ser a favor de uma liberdade, entre aspas, em que eu não sei quem planta, que provavelmente é uma facção criminosa, e eu não sei quem comercializa, que provavelmente será outra facção criminosa, o senador Eduardo Braga vota com o relator, a favor da PEC e contra a regulamentação de algo que não tem origem lícita para poder ser regularizada”, concluiu o parlamentar.