ECONOMIA EDUCAÇÃO

Governo apresenta proposta para reduzir dívida de estados

Ministério da Fazenda propõe perdão de juros da dívida estadual em troca do aumento de vagas no ensino médio técnico. Objetivo é triplicar matrículas e alinhar Brasil com padrões internacionais.
Redação Portal Norte
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou nesta terça-feira (26), o Programa Juros por Educação.  A medida visa reduzir a dívida dos estados que, em contrapartida, aumentarão as vagas para alunos no Ensino Médio Técnico (EMT) em suas redes de educação.

“É uma espécie de grande ProUni para a educação profissional. Trata-se de um programa impactante para fortalecer as perspectivas de desenvolvimento dos jovens brasileiros”, afirmou Haddad.

O objetivo do governo é triplicar o acesso de jovens ao EMT, atingindo índices de matrículas semelhantes a referências internacionais.

A meta do programa é chegar na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que tem 37% de matrícula de jovens de 15 a 19 anos em ensino médio vinculado à educação profissional. Para atingir a marca, o objetivo é matricular mais de 1,6 milhão de jovens nessa modalidade, o dobro do atual.

A proposta foi detalhada em reunião do ministro Haddad com governadores de estados devedores, como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Romeu Zema (Minas Gerais). 

O saldo acumulado da dívida dos estados é de R$ 740 bilhões. Desse montante, os quatro estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais – devem R$ 660 bilhões, equivalente a 90% do estoque da dívida.

“Com essa proposta, o governo federal busca criar um pacto nacional em prol da formação profissional dos jovens no ensino médio, o que além de melhorar a empregabilidade e renda desses jovens, ajudará a construir um país com crescimento econômico estruturalmente maior e com estados com finanças públicas saneadas”, explicou o Ministério da Fazenda, em comunicado.

De acordo com a pasta, dos 7,7 milhões de alunos estão matriculados no ensino médio, apenas 1,1 milhão estão integrados à formação profissional e somente 20% são de tempo integral.

“O programa Juros pela Educação tem potencial de mudar essa realidade e em poucos anos dar um salto no ensino técnico e se igualar a nações desenvolvidas”, explicou a nota.

* Com informações da Agência Brasil