SAÚDE RS

Vacinação no RS terá reforço; veja as doenças comuns após desastres

Ministério da Saúde intensifica campanha de vacinação no estado após enchentes para prevenir doenças comuns em situações de desastre.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Ministério da Saúde enfatizou que a população do Rio Grande do Sul precisa se vacinar contra as doenças mais comuns após desastres.

A Pasta recomendou o reforço na vacinação contra influenza, Covid-19, tétano, hepatite A e raiva. Além disso, o governo também está monitorando casos de leptospirose e outras doenças que podem surgir devido à contaminação da água.

De acordo com o ministério, a dengue está sob controle.

Adriano Massuda, Secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, que está liderando o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) do estado, enfatizou que a prevenção é crucial para evitar a sobrecarga na rede de assistência.

“Devido às enchentes, observamos um aumento na incidência de doenças gastrointestinais, afecções de pele, entre outras. Estamos monitorando os casos de leptospirose e não há nenhum aumento significativo que justifique uma preocupação excessiva. Estamos acompanhando de perto. Houve notificações de casos de dengue, mas estão sob controle”, explica Massuda.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou que é fundamental a proteção das pessoas que estão em abrigos e as que tiveram contato com águas de enchentes:

“Além das ações de vacinação já adotadas, estamos reforçando a vacinação das pessoas abrigadas, afetadas pelas enchentes, socorristas, profissionais e voluntários no Rio Grande do Sul. Estamos orientando essa atenção especial diante das situações de inundação e abrigo”.

Recomendações por vacina:

  • Influenza: devem ser vacinados os abrigados, socorristas e a população em geral, acima de 6 meses.
  • Covid-19: devem ser vacinados os abrigados, socorristas e a população em geral, acima de 6 meses. Conforme o calendário vacinal e excepcionalmente, estão incluídos como grupos prioritários aqueles que se encontram em abrigos e socorristas profissionais e voluntários.
  • Componente antitetânico: devem ser vacinados socorristas, população com ferimentos e gestantes.
  • Hepatite A: devem ser vacinadas crianças de 1 ano a menos de 5 anos, pessoas com condições especiais e gestantes em abrigos. É recomendado o bloqueio vacinal em caso de surto para maiores de 10 anos.
  • Raiva humana: deve ser realizada a vacinação pré-exposição para grupos de risco de exposição ocupacional e pós-exposição para os acidentados com animais.