MEIO AMBIENTE

Qualidade do ar em Rio Branco se mantém moderada mas umidade segue baixa

Capital acreana registra poluição moderada enquanto umidade do ar segue abaixo dos níveis recomendados pela OMS, aumentando riscos à saúde respiratória.
Redação Portal Norte
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Nos últimos dias, a qualidade do ar em Rio Branco apresentou piora e o nível de poluição é considerado moderado, conforme parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na sexta-feira (29), a plataforma internacional IQAir registrou índice AQI de 70 na capital acreana. O índice, que varia de zero a valores superiores a 300, indica que a poluição é aceitável, embora possa gerar desconforto para pessoas mais sensíveis.

Conforme previsões da plataforma, de sexta (29) até segunda-feira (1), o ar continuará com poluição moderada, com AQI previsto em 96 neste sábado (30), 85 no domingo (31) e 82 na segunda-feira (1).

Umidade do ar em níveis críticos

A previsão é que a umidade varie entre 22% e 45% nos próximos dias. A OMS recomenda que a umidade se mantenha entre 40% e 60% para conforto e saúde da população.

Portanto, valores abaixo dessa faixa podem causar desidratação, cansaço, irritação nas vias respiratórias e fissuras nas mucosas, além de aumentar o risco de sangramentos nasais.

Queimadas contribuem para a poluição

Um grande fator que eleva a poluição atmosférica são as queimadas, tanto urbanas quanto rurais. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Acre registrou 342 focos de incêndio de 1º a 29 de agosto.

Em Rio Branco, 44 locais tiveram queimadas, enquanto Feijó foi a cidade com maior número de focos, totalizando 88. Apesar dos números atuais, houve redução significativa em relação a 2024.

No mesmo período do ano passado, o Acre registrou 2.507 focos, com 1.347 apenas em agosto. Entre 1º de janeiro e 29 de agosto de 2025, foram 577 focos.

AQI: como funciona o índice de qualidade do ar

O Índice de Qualidade do Ar (AQI) utiliza medidas como partes por milhão (ppm), partes por bilhão (ppb) e micrograma por metro cúbico (µg/m³) para expressar a concentração de poluentes. Segundo a classificação:

  • 0 a 50 – bom: pouco ou nenhum risco à saúde.
  • 51 a 100 – moderado: aceitável, mas alguns poluentes podem afetar pessoas sensíveis.
  • 101 a 150 – não saudável para grupos sensíveis: efeitos podem ocorrer em pessoas vulneráveis.
  • 151 a 200 – pouco saudável: todos podem sentir efeitos na saúde.
  • 201 a 300 – muito prejudicial: maior risco para toda a população.
  • Acima de 300 – perigoso: efeitos graves para todos.

Com a qualidade do ar ainda em nível moderado e a umidade baixa, autoridades alertam a população, especialmente grupos mais sensíveis, a adotar cuidados com a hidratação e evitar exposição prolongada à poluição.