JUSTIÇA ACRE

AC: Justiça investiga PMs por possível tortura de suspeito de tentativa de estupro em Horto

Juíza ordena investigação contra policiais militares após denúncia de tortura durante prisão de suspeito de tentativa de estupro no Horto Florestal.
Redação Portal Norte
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A juíza Joelma Ribeiro Nogueira, da Vara Estadual do Juiz das Garantias da Comarca de Rio Branco, ordenou, durante plantão judicial no domingo (12), a investigação dos policiais que prenderam Guilherme Silva da Cruz, 24 anos, acusado de agredir uma servidora pública de 50 anos no Horto Florestal, por possível tortura.

A decisão foi registrada no Termo de Audiência de Custódia, e determina que cópias do processo sejam enviadas à Controladoria do Controle Externo do Ministério Público para investigação.

Durante a audiência, Guilherme afirmou que foi abusado pelos policiais militares, o que motivou o pedido de providências.

Entenda o caso

Uma mulher de 27 anos foi atacada por um homem e sofreu uma tentativa de estupro enquanto caminhava no Horto Florestal de Rio Branco na manhã de sábado (11). O suspeito foi preso pelo crime.

Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou que foi abordada pelo suspeito e sofreu ferimentos no rosto, pescoço, tórax, braços, barriga, costas e pernas. Ela também acusou o homem de furtar seu celular.

O suspeito, um homem de 23 anos, foi encontrado próximo a um centro comunitário no bairro Tancredo Neves, aparentemente sob efeito de drogas, segundo os agentes.

De acordo com o registro policial, tanto a vítima quanto uma testemunha reconheceram o homem.

Guilherme Silva foi preso no sábado, solto no domingo e preso novamente na segunda-feira. – Foto: Divulgação

Soltura no domingo

No dia seguinte, domingo (12), Guilherme foi liberado durante audiência de custódia realizada na Vara Estadual do Juiz das Garantias da Comarca de Rio Branco. A defesa solicitou a liberdade provisória do acusado, sugerindo medidas cautelares ou monitoramento eletrônico.

A juíza homologou a prisão em flagrante de Guilherme Silva da Cruz, afirmando que a detenção ocorreu dentro da legalidade, conforme o Art. 302 do Código de Processo Penal (CPP). Não foram identificadas irregularidades formais ou materiais.

Contudo, ao avaliar a necessidade de manter a prisão preventiva, a magistrada concluiu que os requisitos do Art. 312 do CPP não estavam presentes, decidindo conceder a liberdade provisória ao acusado.

Nova prisão na segunda-feira

Um dia após ser solto, Guilherme foi preso novamente após novo mandado de prisão decretado pela Justiça do Acre.

A nova decisão, assinada pelo juiz Clovis Lodi, foi anunciada na tarde desta segunda-feira (13), atendendo ao pedido da 1ª Promotoria de Justiça Criminal do Ministério Público do Acre (MP-AC).

Segundo o Centro de Operações Policiais Militares (Copom), o homem foi preso em casa, no bairro Tancredo Neves, sem resistência. O magistrado justificou a prisão preventiva como necessária para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal ou a aplicação da lei penal.