FEMINICÍDIO

Homem que matou mulher em frente à filha vira réu por feminicídio no Acre

Acusado de matar mulher em via pública do Acre se torna réu após aceitar denúncia do MP. Crime foi presenciado pela filha da vítima, de 6 anos.
Redação Portal Norte
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A justiça do Acre aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-AC) contra Jairton Silveira Bezerra, de 45 anos, acusado de matar brutalmente Paula Gomes da Costa, de 33 anos, em outubro do ano passado.

O crime, ocorrido em via pública de Rio Branco e presenciado pela filha da vítima, de apenas 6 anos, torna Jairton réu no processo.

Jairton vai responder por feminicídio, qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, descumprimento de medida protetiva e por ter cometido o crime na presença de uma descendente.

Alesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, há provas suficientes que indicam a materialidade do crime e a autoria atribuída ao acusado, o que justifica o julgamento.

A decisão também apontou que o crime foi motivado pelo gênero da vítima, configurando feminicídio em um contexto de violência doméstica. Além disso, a prisão preventiva de Jairton foi mantida por mais 90 dias.

Entrega à polícia e tentativa de liberdade

O acusado se entregou à polícia no dia 6 de novembro de 2024, na Delegacia de Flagrantes (Defla), 10 dias após o assassinato. Após prestar depoimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Jairton participou de uma audiência de custódia.

No entanto, em dezembro, a Justiça negou um pedido de liberdade feito pela defesa, que sugeriu substituir a prisão por medidas cautelares.

Os advogados também alegaram que o réu era responsável financeiramente pela filha, mas o juiz Alesson Braz rejeitou o argumento, afirmando que não há nos autos provas que sustentem essa alegação.

A defesa argumentou que Jairton havia ficado preso mais de 30 dias sem ser indiciado. Porém, o juiz explicou que o relatório final da investigação já havia sido concluído pela polícia, mas foi enviado para a vara errada. O problema foi corrigido, e o processo seguiu normalmente.

Diante da gravidade do crime, do descumprimento de medidas protetivas e da ausência de provas que sustentassem os argumentos da defesa, o pedido de liberdade foi indeferido. O caso agora avança para a fase de julgamento.