O Acre encerrou 2024 com um cenário demográfico preocupante: o número de óbitos superou o de nascimentos ao longo do ano, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) nas Estatísticas do Registro Civil.
A queda acentuada na natalidade, somada ao avanço das mortes, reforça uma mudança estrutural no perfil populacional do estado.
Os registros mostram que o Acre teve a maior redução de nascimentos entre todas as unidades da federação, com recuo de –8,7%, acima da média nacional de –5,8%.
A tendência acompanha o movimento brasileiro de baixa fecundidade, influenciado pelo adiamento da maternidade, maior escolarização feminina e inserção crescente das mulheres no mercado de trabalho.
Apesar da diminuição expressiva, o estado ainda mantém proporção elevada de mães jovens, especialmente em comparação ao Sul e Sudeste.
A presença significativa de partos entre adolescentes e mulheres de até 24 anos continua sendo um traço marcante da realidade acreana.
No sentido oposto, os óbitos aumentaram, seguindo o comportamento observado em quase todo o país. Embora o Acre não esteja entre os estados com maior crescimento no número de mortes, o avanço contribuiu para o saldo negativo entre nascimentos e óbitos.
As causas naturais predominam, mas a mortalidade de jovens por fatores externos, como violência e acidentes, segue como desafio permanente na Região Norte, desta o IBGE.