POLÍTICA ACRE

Ministério Público investiga suspeita de servidores fantasmas na Câmara de Rio Branco

Promotoria aprofunda investigação sobre possíveis servidores fantasmas na Câmara Municipal. Procedimento visa verificar se comissionados recebem salários sem exercer funções.
Redação Portal Norte
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) deu início a uma nova etapa de investigação para apurar possíveis irregularidades na Câmara Municipal de Rio Branco envolvendo a nomeação de servidores comissionados.

A suspeita é de que alguns desses funcionários estariam recebendo salários sem exercer efetivamente as atividades para as quais foram designados.

A apuração foi formalizada com a instauração de um Procedimento Preparatório, por meio da Portaria nº 0003/2026/2ªPPATRIM, assinada pela promotora de Justiça Laura Cristina de Almeida Miranda e publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAC.

Segundo informações, a medida representa o aprofundamento das investigações iniciadas anteriormente em uma Notícia de Fato. Durante a fase preliminar foram identificados indícios que justificaram a ampliação das diligências.

Na ocasião, a Câmara Municipal foi notificada e apresentou documentos como portarias de nomeação e exoneração, além de esclarecimentos iniciais.

No entanto, com o encerramento do prazo da Notícia de Fato e a necessidade de novas verificações, a promotoria decidiu avançar para uma fase mais detalhada de apuração.

O foco do procedimento é confrontar as nomeações oficiais com a real prestação de serviços pelos servidores comissionados, a fim de verificar a ocorrência de eventual prejuízo aos cofres públicos.

Também será analisada a existência de dolo, requisito essencial para a caracterização de ato de improbidade administrativa, conforme previsto na Lei nº 8.429/1992, atualizada pela Lei nº 14.230/2021.

Entre as providências previstas estão a requisição de novos documentos, a coleta de informações adicionais e a possibilidade de convocação de servidores e gestores para prestar esclarecimentos.

As medidas buscam reunir elementos suficientes para confirmar ou afastar a suspeita de irregularidades no âmbito do Legislativo municipal.

Caso sejam comprovadas práticas ilícitas, os responsáveis poderão responder judicialmente, com a adoção das medidas cabíveis para resguardar o patrimônio público e assegurar o cumprimento dos princípios constitucionais da administração pública.

Até o momento, a Câmara Municipal de Rio Branco não se manifestou sobre o caso.