SAÚDE AMBIENTAL

Força Nacional do SUS avaliará queimadas em três estados do Norte

Ministério da Saúde envia equipes para avaliar impacto das queimadas no Norte, enquanto Brasil enfrenta maior crise de incêndios desde 2010 com São Paulo em situação crítica.
Redação Portal Norte
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O Ministério da Saúde mobilizou as equipes da Força Nacional do SUS para avaliar a situação das queimadas no Brasil e apoiar os gestores locais.

Esta semana, as equipes devem visitar os estados do Acre, Amazonas e Rondônia.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que a Força Nacional do SUS está pronta para apoiar o atendimento à população.

Ela destacou que tanto o Ministério da Saúde quanto o Ministério do Meio Ambiente têm a prevenção como prioridade.

Primeiro, Nísia Trindade e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, se reuniram com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O estado supera Amazônia e registra mais focos de incêndio e a combinação de seca e ventos fortes acelerou a disseminação das chamas, colocando o estado no topo das ocorrências de queimadas no Brasil.

Nísia ofereceu a equipe da Força Nacional do SUS ao estado e reforçou as recomendações de cuidados à população.

“Nós vamos trabalhar com o Governo de São Paulo e outros governos para ações estruturantes no plano de adaptação, mitigação e transformação, conforme o presidente Lula tem destacado”, afirmou Nísia Trindade.

Além disso, Marina Silva também enfatizou o monitoramento da qualidade do ar e listou os equipamentos enviados para combater os incêndios.

“É crucial trabalharmos com a lógica da gestão do risco, e não apenas com a lógica do desastre”, disse.

Por fim, neste domingo (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de crédito emergencial para combater incêndios.

Em sua decisão, Dino argumentou que o prejuízo causado pelos incêndios seria mais prejudicial à economia do que um gasto extra para intensificar o combate ao fogo.

Acre

O Acre já registrou mais de 750 focos de queimadas só na primeira semana de setembro, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em resposta à situação, o Governo do Acre suspendeu as aulas em sete municípios no dia 9 de setembro devido à fumaça.

Amazonas

O estado do Amazonas registrou no final da semana cerca de 930 focos de queimadas, conforme a plataforma BDQueimadas do Inpe.

Esse número representa um aumento significativo em relação à média mensal. Com isso, o Amazonas se tornou o segundo estado com mais focos de queimadas no Brasil, atrás apenas do Mato Grosso, que lidera com 974 focos.

Rondônia

Na semana passada, o Governo Federal declarou situação de emergência em 26 municípios de Rondônia devido as queimadas.

Em agosto, os registros mostraram mais de 3,4 mil focos de queimadas, o que representa um aumento de 144% em relação ao mesmo mês de 2023.

Além disso, nos primeiros sete meses de 2024, o número de focos de queimadas subiu 183% comparado ao ano passado. Julho, por sua vez, foi o pior mês em quase duas décadas.

A fumaça das queimadas, portanto, atingiu Porto Velho e outras cidades do interior, como Campo Novo. Como resultado, a qualidade do ar em Porto Velho e Campo Novo foi considerada péssima.

Recomendações do Ministério da Saúde diante das queimadas

Para a população:

  • Beber mais água e procure locais frescos
  • Evitar atividades físicas ao ar livre e fique longe dos focos de queimadas
  • Pessoas com comorbidades, crianças, gestantes e idosos precisam de cuidados adicionais e manter consultas em dia.
  • Buscar atendimento médico se sentir náuseas, vômitos, febre, falta de ar, tontura, confusão mental ou dores intensas.

Para os gestores:

  • Reforçar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
  • Monitorar a qualidade do ar, umidade e temperatura.
  • Garantir acesso à água potável com pontos de distribuição e bebedouros públicos, especialmente em áreas vulneráveis.
  • Ofereçer hidratação e nebulização adequadas, avaliando a necessidade de novas estruturas de saúde.
  • Capacitar e oriente equipes de saúde para identificar e manejar riscos, especialmente para grupos vulneráveis.
  • Reforçar ações de promoção e atenção à saúde mental.

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