CRIME

Casal acusado de espancar menina de 2 anos até a morte vai a júri popular em Manaus

Casal será julgado pelo homicídio qualificado de Lorena Ferreira Rodrigues, cometido em março de 2022. Acusados de agredir a criança até a morte e tentar ocultar o corpo no interior do Amazonas.
Redação Portal Norte
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John Lenon Menezes e Ana Beatriz Barbosa enfrentarão júri popular pela morte de Lorena Ferreira Rodrigues, de 2 anos, sobrinha de Ana Beatriz. É o que diz a decisão do juiz Fábio Lopes Alfaia, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus.

Segundo a denúncia, o casal agrediu a menina com socos e golpes de cabo de esfregão até a morte. O crime ocorreu em março de 2022 no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus.

Para esconder o corpo, Ana Beatriz levou a criança dentro de uma mochila até Autazes, no interior do Amazonas, onde a enterrou em uma cova rasa no quintal do pai. A ocultação foi descoberta quando o cachorro da casa desenterrou o corpo, levando o avô da criança a chamar a polícia.

Após aceitar a denúncia em junho de 2023, o juiz decidiu pela Pronúncia dos réus, que serão julgados por homicídio qualificado, com agravantes de feminicídio, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. O julgamento ocorrerá após o fim dos recursos possíveis, e os dois permanecem presos preventivamente.

Relembre o caso

John Lenon Menezes e Ana Beatriz Barbosa foram acusados pela morte de uma menina de dois anos, sobrinha de Ana Beatriz, ocorrida entre os dias 22 e 23 de março de 2022, no bairro Compensa, em Manaus.

Segundo a investigação, o casal teria agredido a criança repetidamente, resultando em traumatismo craniano. Após a morte, John e Ana tentaram ocultar o crime, levando o corpo da menina, escondido em uma mochila, para o município de Autazes, onde a enterraram no quintal do pai de Ana.

Inicialmente, Ana Beatriz foi presa por ocultação de cadáver, mas negou envolvimento na morte, alegando que a criança havia morrido de causas naturais.

No entanto, laudos médicos comprovaram que a vítima sofreu maus-tratos graves antes do falecimento. John Lenon também negou participação direta, atribuindo os abusos à companheira. No entanto, imagens de câmeras de segurança e novos depoimentos revelaram que ambos participaram do crime e da tentativa de ocultação.

Após as investigações, Ana Beatriz confessou o envolvimento, descrevendo que tanto ela quanto John Lenon agrediram a criança. No dia seguinte à agressão, ao perceberem que a vítima estava sem vida, decidiram ocultar o corpo. Ambos permanecem presos, e responderão por homicídio qualificado.