As escolas públicas localizadas em comunidades ribeirinhas de Manaus seguem um calendário especial em razão da subida e descida dos rios da região.

O início do ano letivo 2025 para os estudantes aconteceu nesta quinta-feira (9), na Escola Municipal São José I, localizada na Comunidade Nossa Senhora do Livramento, no Tarumã-Mirim. O local fica a cerca de oito quilômetros da área urbana de Manaus.

O acesso a escola é possível apenas de barco, a seca prejudica o acesso de alunos e professores a essas escolas, por isso a necessidade de antecipar o começo das aulas nas unidades de ensino rurais.

Após a seca história registrada em 2024, estudantes tiveram que esperar a subida dos rios para dar início às aulas. O fim das aulas também é antecipado, por conta da estiagem, entre setembro e outubro.

Mais de 1.500 alunos

As escolas da Prefeitura de Manaus na zona ribeirinha do rio Negro iniciam o ano letivo de 2025 com 1.592 alunos nas 29 escolas da região.

A aluna do 3º ano, Larissa Costa, destacou a alegria de retornar à sala de aula.

“Esperei alguns meses para voltar à minha escola e fiquei feliz, pois gosto de estudar. Aqui, já aprendi muitas coisas, principalmente em matemática. Hoje, me apresentei representando minha origem indígena e me sinto orgulhosa, porque sempre me dão a oportunidade de aprender cada vez mais”, relatou a aluna.

Além de assegurar a continuidade da educação para os alunos da região, a antecipação do ano letivo também busca enfrentar os desafios logísticos e geográficos vivenciados pelas comunidades fluviais.

“Agora já tem o acesso, temos as lanchas, todo o apoio logístico está sendo feito para que essas crianças possam chegar à sala de aula”, detalhou o prefeito em exercício de Manaus, Renato Junior.

Estudante Larissa Costa e prefeito em exercício, Renato Júnior. – Foto: Paula Pessoa/ Semcom.