No coração de Manaus, na escadaria da Igreja da Matriz, existiu um espaço que unia encanto e biodiversidade: o antigo Aviaquário Municipal.
Inaugurado em 1937 pelo então prefeito Antônio Botelho Maia, o local era uma verdadeira vitrine da rica fauna amazônica, reunindo aves, peixes e outros animais que fascinavam visitantes de todas as idades.

Com tanques e gaiolas estrategicamente instalados, o público podia observar de perto espécies como pirarucus majestosos, borboletas multicoloridas, besouros exóticos, jacarés e até mesmo o icônico peixe-boi.
Aviaquário Municipal de Manaus
Era um passeio obrigatório para famílias, que viam no Aviaquário uma oportunidade única de contato com a natureza, sem custo algum.

O nome “Aviaquário” vinha justamente dessa combinação inusitada de aves e peixes, que transformava o local em um símbolo da biodiversidade amazônica.
Durante anos, o espaço foi um sucesso, atraindo multidões ao centro da cidade. Contudo, o tamanho limitado do local e as condições em que os animais eram mantidos começaram a gerar críticas.
Funcionamento do espaço
Em 1963, o Aviaquário fechou suas portas. No lugar, criaram um espaço infantil que também conquistou o público, trazendo novas memórias para as crianças da época.
Mas o Aviaquário não foi esquecido: em 1979, ele foi reativado, dessa vez com novos animais e uma proposta que incluía atrações culturais.

Apesar da tentativa de renovação, o espaço encerrou suas atividades de forma definitiva nos anos 80.
Hoje, o Aviaquário Municipal vive na memória afetiva dos manauaras. Para aqueles que tiveram a chance de visitá-lo, ele representa um tempo em que o contato com a biodiversidade amazônica era acessível a todos, no coração da cidade.
É uma lembrança querida de um espaço que marcou gerações e permanece como parte da história de Manaus.