SAMBA

Relembre trajetória de Paulo Onça, ícone do samba e autor de hinos do carnaval

Compositor morreu aos 63 anos em Manaus após meses internado por traumatismo craniano sofrido em agressão durante acidente de trânsito.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O sambista Paulo Onça, nome artístico de Paulo Juvêncio de Melo Israel, era um ícone do samba e foi autor de diversos hinos do carnaval que marcaram sua trajetória.

Ele estava internado desde dezembro de 2024, após ser brutalmente agredido em um acidente de trânsito e morreu nesta segunda-feira (26), aos 63 anos, em Manaus.

Uma trajetória marcada por sucessos

Natural de Manaus, Paulo Onça começou sua carreira musical aos 16 anos e se consagrou como um dos grandes compositores do carnaval brasileiro.

Seu primeiro grande sucesso foi em 1990, com o samba-enredo “Nem Verde e Nem Rosa”, que levou a Escola de Samba Vitória Régia ao título do Carnaval de Manaus. A música se tornou um hino na cidade e projetou seu talento para o resto do país.

Paulo Onça é espancado após acidente em Manaus - Foto: Reprodução/instagram
Trajetória de Paulo Onça – Foto: Reprodução/paulo.onca.

Em 1998, ele fez história no Rio de Janeiro, alcançando o 7º lugar no Carnaval carioca com um samba em homenagem a Parintins, composto em parceria com Quinho e Mestre Louro para a Acadêmicos do Salgueiro.

Anos depois, em 2017, Paulo Onça voltou a brilhar no Grupo Especial do Rio ao assinar, ao lado de nomes como Kaká, Alan Vasconcelos e Marco Moreno, o samba-enredo da Grande Rio, que homenageou a cantora Ivete Sangalo.

Paulo Onça e seu legado além do carnaval

Além dos sambas-enredo, suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e o Exaltasamba, transformando-se em clássicos do gênero.

Umas das músicas de maior sucesso é “Feitio de Paixão”, interpretada por Jorge Aragão.

Tragédia e luta pela vida

A morte de Paulo Onça ocorre após meses de internação devido a um traumatismo craniano sofrido na agressão.

comerciante Adeilson Duque Fonseca, conhecido como “Bacana”, suspeito de agredir Paulo Onça, entregou-se à polícia dois dias após o crime.

Em depoimento, ele alegou ter cometido “excessos” na hora da briga e chegou a dizer que agrediu o sambista por acreditar que ele havia matado sua esposa no acidente.