POLÍTICA

CPI do Asfalto: Aleam pode investigar R$ 181 milhões repassados ao Asfalta Manaus da prefeitura

Morte de biomédica grávida em buraco na avenida Djalma Batista motiva investigação sobre R$ 181 milhões repassados ao programa de infraestrutura.
Redação Portal Norte
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A trágica morte da biomédica Giovana Ribeiro, de 29 anos, grávida de quase oito meses, pode desencadear uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para investigar a Prefeitura de Manaus.

O deputado estadual Delegado Péricles (PL) apresentou a proposta e ganhou repercussão após o acidente que tirou a vida das duas no último domingo (22), na avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul.

Giovana e o marido, Lucas Souza, trafegavam de moto quando acabaram surpreendidos por um buraco no asfalto. A cratera, segundo moradores, já era conhecida e não havia sinalização.

Buracos em Manaus

Para o deputado Delegado Péricles, o caso é reflexo do abandono das vias públicas e do uso ineficiente dos recursos repassados pelo Governo do Estado à Prefeitura de Manaus.

“Convido os colegas deputados a investigar como foram empregados os R$ 181 milhões destinados pelo Governo do Estado à Prefeitura para o Asfalta Manaus. O que estamos vendo é um verdadeiro descaso com a vida da população”, declarou o parlamentar, durante discurso na Aleam.

Deputado Péricles. – Foto: Divulgação/ Márcio James.

Ele também destacou que essa não foi a primeira tragédia causada por buracos nas ruas da capital.

“Infelizmente culminou com uma tragédia que não é um caso isolado. É nosso papel, inclusive por ter recurso público do Estado repassado para a Prefeitura, investigar”, afirmou.

Além disso, disse que o pedido de CPI que já conta com seis assinaturas. São necessárias oito para a abertura formal da comissão.

Após o acidente, uma equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Manaus tapou o buraco na avenida Djalma Batista.

No entanto, nem o prefeito David Almeida nem o vice, Renato Júnior, se pronunciaram sobre o caso ou compareceram ao velório das vítimas, o que gerou forte indignação nas redes sociais.

*Com informações do Imediato