Após 12 anos de espera, Fernanda, filha da técnica de enfermagem Viviane Costa de Castro, assassinada em 2013, falou com exclusividade à TV Norte Amazonas sobre a expectativa pelo julgamento dos acusados.
A sessão, marcada para segunda-feira (7), será a terceira tentativa de levar o caso a júri popular, após dois adiamentos que aumentaram ainda mais a dor da família.
“É como reviver o luto. Cada vez que falam do caso, é como se a gente tivesse que abrir a ferida de novo”, disse Fernanda, visivelmente emocionada.
Ela ressaltou que a ansiedade tomou conta dos últimos dias e que a avó, mãe de Viviane, ainda sofre intensamente, por ter presenciado o crime.
Viviane foi morta em Manaus com requintes de crueldade. Segundo a denúncia, o assassinato foi planejado pelo ex-companheiro dela, pai da filha caçula da vítima, com apenas 2 anos na época.

Caso Viviane Costa
O crime teria ocorrido por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A filha mais velha, hoje com mais de 20 anos, vive há anos fora da cidade por medo de represálias.
“Todo mundo sabe quem mandou matar. E o pior é saber que foi o pai da minha irmã”, desabafou Fernanda. “Nada vai trazer a minha mãe de volta, mas a condenação pode trazer alívio, porque viver com medo não é viver”, afirmou.
Ela diz não nutrir ódio, mas acredita na justiça divina. O caso ganhou repercussão estadual pela brutalidade e pela longa espera por julgamento.
“Só peço que Deus tenha misericórdia deles, porque a conta deles vai chegar aqui e no céu”, disse.
Após tentativas frustradas em 2023 e em maio de 2025, quando um dos réus apresentou atestado médico e o outro ficou sem defesa, o júri acabou adiado. A expectativa da família agora é que o julgamento ocorra sem mais manobras ou atrasos.
Fernanda confirmou que estará em Manaus para acompanhar cada momento da audiência. “A gente precisa fechar esse ciclo”, finalizou.