SAÚDE AMAZONAS

FVS-RCP alerta para risco de retorno do sarampo e da poliomielite no Amazonas; veja detalhes

Cobertura vacinal abaixo do ideal coloca estado em risco de reintrodução de doenças já controladas no Brasil. Especialistas alertam para importância da imunização em dia.
Redação Portal Norte
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A Fundação De Vigilância Em Saúde Do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) emitiu um alerta sobre o risco de reintrodução de doenças que já haviam sido controladas no Brasil: o sarampo e a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

De acordo com o órgão, a cobertura vacinal ideal deve atingir pelo menos 95% da população. No entanto, os índices no estado ainda estão abaixo do recomendado: a vacinação contra a poliomielite está em 84%, enquanto a do sarampo atinge 92%.

Risco de retorno do sarampo e da poliomielite no Amazonas

As duas doenças são altamente contagiosas e perigosas. A poliomielite é transmitida por contato com fezes ou secreções e pode causar paralisia muscular.

Por outro lado, o sarampo é transmitido por gotículas de saliva, como em espirros e tosses, e pode levar a complicações graves, incluindo óbito.

Risco de retorno do sarampo e da poliomielite no Amazonas – Foto: Reprodução/TV Norte Amazonas.

A gerente de imunização da FVS-RCP, Ángela Desirée, reforçou a importância da vacinação para evitar o retorno dessas enfermidades:

“Reforço a importância da vacinação nas doenças que já foram erradicadas ou estão em processo de eliminação, como a poliomielite e o sarampo. É fundamental que toda a população esteja com a vacinação em dia. Verifique se sua família está com o esquema vacinal completo, desde as crianças até os idosos. Em caso de dúvidas, leve o cartão de vacinação à unidade de saúde mais próxima”, orientou.

As vacinas são gratuitas e estão disponíveis em diversas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado.

Risco de retorno do sarampo

As Américas são, desde novembro de 2024, a única região do mundo considerada livre da transmissão contínua do sarampo.

Contudo, essa conquista está em risco se os países não mantiverem uma cobertura vacinal de pelo menos 95% com as duas doses recomendadas.

A OPAS registrou 7.132 casos confirmados de sarampo e 13 mortes na região entre janeiro e meados de junho deste ano.

Por fim, os surtos começaram a partir de casos importados de fora das Américas. As faixas etárias mais afetadas são crianças com menos de 5 anos e adolescentes entre 10 e 19 anos.