Um passeio pelo Bosque da Ciência, em Manaus, é mais do que uma trilha, é uma experiência completa de imersão na natureza amazônica.
Logo no início, o visitante se depara com uma árvore centenária: a tanibuca, parente da seringueira. Com 45 metros de altura e mais de 630 anos, ela impressiona pela grandiosidade e simboliza a riqueza da floresta.
E não é só a vegetação que surpreende, o tour também apresenta saberes tradicionais dos povos originários da região. Eles apresentam ao público seu artesanato e o uso de sementes, fibras e madeiras retiradas da floresta de forma sustentável.
Conexão com os saberes da floresta
Na ilha da tanibuca, os visitantes aprendem como o artesanato indígena transforma a natureza em arte. Materiais como pachiúba, caroço de açaí, morototó e jarina, conhecida como “marfim da Amazônia”, são usados para produzir peças únicas.
“Tudo vem da floresta. A gente coleta, limpa, polimos e transforma em objetos bonitos”, explica um artesão, mostrando uma peça feita de jarina já finalizada.
O passeio passa ainda por uma maloca indígena, onde o público pode conhecer mais sobre a arquitetura tradicional dos povos amazônicos, usada para abrigar rituais, encontros e vivências culturais.
Trilha, animais e espetáculo da natureza
Ao seguir pelas trilhas ecológicas do Bosque da Ciência, a experiência se torna ainda mais emocionante com os encontros inesperados com a fauna local.
Um dos momentos mais marcantes do passeio foi a aparição de um macaquinho-de-cheiro, que se aproximou dos visitantes com muita curiosidade.
Apesar da proximidade, os guias alertam: não é permitido tocar ou alimentar os animais. O objetivo é preservar o comportamento natural das espécies e garantir o bem-estar de todos.
Mesmo assim, ver um animal amazônico tão de perto é uma experiência única.