O incêndio nas fábricas Effa Motors e Valfilm da Amazônia, no Distrito Industrial II em Manaus continua. As chamas começaram na terça-feira (5) e, até esta quarta (6), o fogo ainda não foi controlado.
Em entrevista à imprensa, o Coronel Helliton Souza do Corpo de Bombeiros do Amaoznas (CBMAM), responsável pela operação de combate as chamas afirmou que a corporação está utilizando todos os recursos disponíveis para combater o incêndio.
“Trata-se de uma fábrica com uma enorme quantidade de materiais altamente inflamáveis e altamente tóxicos que possuem um potencial enorme de propagar chamas rapidamente”, disse o comandante.
Além disso, o brigadista ressaltou que não tem risco de propagação das chamas para a área de floresta.
“Não há risco de propagação, em nenhum momento ocorreu propagação dessas chamas para a área de floresta que existe à retaguarda dos galpões”, afirmou comandante.
Além disso, o coronel negou que houve falta de água ou alimento para os profissionais que estão combatendo o incêndio de grandes proporções. Ele ainda agradeceu a população que se mobilizou para ajudar os brigadistas, mas reforçou que a equipe tem recursos.
Produtos inflamáveis dificultam combate
Mais de 140 agentes do Corpo de Bombeiros atuam no combate ao incêndio no Distrito Industrial, em um revezamento contínuo. A presença de materiais altamente inflamáveis nas fábricas tem dificultado o controle das chamas.
A equipe utiliza água e espuma para tentar conter o avanço do fogo, mas os galpões seguem sendo consumidos rapidamente. A principal preocupação é evitar que as chamas se espalhem para empresas vizinhas.
Além disso, relatos de pessoas que conseguiram escapar da tragédia contam sobre os momentos de terror que viveram.
Entre eles, uma jovem, identificada como Letícia Gomes do Nascimento, grávida de dois meses, teve que atravessar o fogo para conseguir se salvar. Ela se encontra internada em estado grave.
Outro funcionário conta que tinha acabado de chegar ao local para fazer a coleta de entulho quando foi surpreendido pelo primeiro estrondo. Ele contou que em questão de minutos a fumaça se intensificou e o fogo já estava visível do alto do galpão.