O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, confirmou nesta quinta-feira (7) que os 126 trabalhadores da empresa atingida por um incêndio no Distrito Industrial 2, em Manaus terão seus empregos preservados.
Segundo Saraiva, a decisão foi tomada após reunião entre a empresa, o Ministério do Trabalho e o Sindicato dos Metalúrgicos. Apesar dos danos, apenas a linha de produção foi afetada, o que permitirá a recuperação rápida das operações.
O superintendente afirmou que a empresa pediu para que o órgão ajudasse a preservar os trabalhadores.
“A empresa nos pediu que, pelo amor de Deus, ajude a preservar os trabalhadores, porque como foi atingido somente a linha de produção, eles vão refazer a linha de produção com muita rapidez”, disse Bosco.
Ele explicou que o estoque, almoxarifado e o inventário não foram atingidos, o que favorece a retomada da produção em pouco tempo.
Bosco também destacou a atuação do Corpo de Bombeiros, que impediu que as chamas se espalhassem para outras áreas da fábrica, evitando um prejuízo ainda maior.
Reunião marcada com trabalhadores
Ainda de acordo com o superintendente, uma reunião com todos os 126 trabalhadores está marcada para a próxima terça-feira (12), no auditório da Suframa. Estarão presentes representantes da empresa, do Ministério do Trabalho e do sindicato.
Durante o encontro, cada colaborador receberá uma cesta básica no valor de R$ 1.000,00, doada por uma rede de supermercados de Manaus como forma de apoio emergencial.
Na segunda-feira (11), a diretoria da empresa fará uma reunião interna. O laudo oficial do Corpo de Bombeiros ainda não foi entregue, e somente após sua conclusão será possível determinar a real extensão dos estragos.
A expectativa é que o corpo de engenharia da empresa informe na terça-feira o prazo para retomada das atividades, com base no laudo técnico.
Trabalhadores afetados por incêndio estão protegidos, diz Suframa
Enquanto isso, a Suframa afirma que os funcionários afetados pelo incêndio em Manaus seguem protegidos e pediu tranquilidade para as famílias.
“Durante este período, todos os trabalhadores estarão amparados pela empresa, pelo sindicato e pelo Ministério do Trabalho. As famílias desses trabalhadores devem ficar absolutamente tranquilas. É comovente ver o desespero de muitos que choraram ao ver o local onde passam grande parte da vida ser consumido pelas chamas”, disse o superintendente.
A fábrica atingida é responsável por parte significativa da produção local, e a preservação dos postos de trabalho foi tratada como prioridade pelas autoridades envolvidas.
Situação de grávida está sendo acompanhada
Durante a entrevista, o superintendente também foi questionado sobre o estado de saúde de uma funcionária grávida que precisou de atendimento médico e foi internada no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.
Bosco informou que o Sindicato dos Metalúrgicos está acompanhando o caso, e que a colaboradora seria de uma empresa próxima à incendiada, a Valfilme, que armazenava materiais como polímeros e resinas, o que causou a fumaça densa vista durante o incêndio.
Apesar do susto, a informação preliminar é de que a trabalhadora segue sob observação, sem agravamento no quadro de saúde, segundo o sindicato.