O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) analisaram, na quinta-feira (7), a qualidade da água do Rio Tarumã-Açu, na zona oeste de Manaus.
O objetivo é descobrir se o rio continua próprio para banho e lazer. Muita gente usa o Tarumã nos fins de semana, mas, segundo os técnicos, o local tem sofrido com poluição e esgoto que chegam de igarapés da cidade.
“Pesquisamos o Tarumã-Açu há mais de cinco anos. Avaliamos prioritariamente o Índice de Qualidade da Água, composto por nove parâmetros, como coliformes, pH, oxigênio dissolvido, turbidez, fósforo e outros. Mas, ao todo, analisamos 164 indicadores. O IQA é uma nota de zero a 100, e quando esse valor fica abaixo de 50, já é sinal de alerta para o uso humano da água”, destacou o pesquisador Rafael Lopes, do ProQAS/AM.
O resultado completo será divulgado no dia 12 de agosto, no auditório do Ipaam, no bairro Aleixo. Depois, o relatório será enviado para órgãos ambientais, Prefeitura e Assembleia Legislativa, para decidir o que fazer para melhorar a situação do rio.
Rio Tarumã-Açu ainda é próprio para banho?
Segundo o gerente, a situação do Rio Tarumã-Açu é agravada pela ausência de um Plano Diretor de Saneamento em Manaus, o que faz com que igarapés da cidade despejem esgoto sem tratamento diretamente no Tarumã-Açu.

“Isso compromete a balneabilidade em vários trechos, tornando a água imprópria para banho. Estamos trabalhando com a UEA em indicadores de balneabilidade para que a população tenha acesso online e possa se planejar com segurança”, reforçou.
Em 2023, indicadores revelaram uma “perda de qualidade em diversos parâmetros”, o que fez com que interrompessem o licenciamento de novos flutuantes.
O monitoramento também subsidia a construção do Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu, em desenvolvimento pelo Ipaam em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a UEA e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA), do qual o Instituto é vice-presidente.