SEGURANÇA ESCOLAR

Pais pedem afastamento de diretora por omitir assédio de zelador contra aluna em escola de Manaus

Pais protestam em escola de Manaus contra omissão da diretora em caso de assédio de zelador a alunos. Polícia investiga e pode interrogar gestora.
Redação Portal Norte
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Um protesto em frente à Escola Estadual General Sampaio, no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, marcou a manhã desta sexta-feira (15).

Pais e responsáveis cobraram o afastamento da diretora da unidade, acusada de não acionar a polícia após denúncias de que um funcionário terceirizado, que atuava como zelador, teria assediado crianças dentro da escola.

Segundo os manifestantes, a suposta omissão permitiu que o suspeito deixasse o local sem ser preso em flagrante.

O caso está sob investigação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Pais e responsáveis pelos alunos da Escola Estadual General Sampaio realizam manifestação em frente a unidade – Foto: Tarcísio Heden

Zelador teria sido retirado da escola após denúncia

De acordo com a advogada Cindy Alfaia, que representa a família de uma das vítimas e outros pais, a diretora não comunicou imediatamente a polícia quando tomou conhecimento da acusação, o que, segundo ela, configura omissão.

“Quando uma criança sofre um crime dentro da escola, o gestor deve imediatamente acionar a polícia para que o suspeito seja preso em flagrante. Isso não aconteceu”, afirmou.

A Secretaria de Educação em Manaus informou que o zelador era contratado por uma empresa terceirizada e que ele foi retirado da escola após a denúncia de assédio. O destino do funcionário, no entanto, não foi informado.

Investigação em andamento

A ocorrência foi registrada no dia 14 de agosto, na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), pela mãe de uma das vítimas.

Conforme a polícia, a investigação seguirá com o depoimento especial da criança, além do interrogatório do suspeito e da diretora.

Até o momento, há registro oficial de apenas uma vítima, mas pais afirmam que o número de crianças envolvidas pode ser maior.

Durante o protesto, os manifestantes pediram que a Secretaria de Educação e o Governo do Amazonas afastem a gestora da escola em Manaus e reforcem medidas de segurança para evitar novos casos de assédio. Eles afirmam que só assim será possível garantir um retorno seguro das aulas para todos os estudantes.