Moradores do conjunto Águas Claras, bairro Novo Aleixo, zona Norte de Manaus, decidiram construir um muro em uma das vias de acesso à área de mata da região para impedir novas tentativas de invasão. Segundo relatos, ao menos três tentativas de ocupação ocorreram somente no início deste mês.
A ação foi feita com recursos dos próprios moradores, que se uniram para custear a obra. A medida, considerada emergencial pela comunidade, visa conter a presença de grupos que, segundo denúncias, estariam ligados a organizações criminosas.
Tentativas de invasão e confronto com moradores
De acordo com os moradores do Novo Aleixo, invasores chegaram a aparecer em grande número, utilizando ônibus e até carros de luxo, o que levantou suspeitas sobre a real motivação da ocupação.
Houve relatos de troca de tiros na região e até de animais silvestres mortos durante os conflitos, como filhotes de macacos e ovos de arara vermelha.
“Foi a única medida que encontramos. Se não fosse a presença da polícia, provavelmente não teríamos mais essa área de preservação”, disse Vivaldo, morador que representa a associação local.
Prefeitura e regularização da obra
A obra chamou a atenção da Prefeitura de Manaus, que inicialmente tentou derrubar o muro alegando irregularidade, já que não havia autorização para a construção.
No entanto, os moradores procuraram a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) e o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) para buscar a regularização.
Segundo Vivaldo, a associação recebeu orientações e agora providencia toda a documentação necessária para legalizar o fechamento parcial da via, mantendo apenas uma entrada controlada com portão.
Além de evitar a ocupação irregular, os moradores afirmam que a iniciativa tem como objetivo proteger a área verde e a fauna local.
Eles denunciam que invasões anteriores causaram prejuízos ambientais e pedem apoio do poder público para preservar a região.
“Queremos proteger o meio ambiente e a nossa comunidade. Pedimos que a Prefeitura e as forças de segurança nos apoiem para garantir que essa área não seja destruída”, disse Vivaldo.
A Polícia Militar reforçou a segurança no local com equipes da Força Tática, Rocam e Polícia de Choque.