VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Condenado a 41 anos por homicídio é preso após agredir ex-esposa em Manaus; entenda o caso

Homem foragido com condenação por homicídio é capturado em Manaus após agredir ex-esposa e desrespeitar medida protetiva.
Redação Portal Norte
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Um homem de 24 anos, condenado a 41 anos e 8 meses por homicídio e roubo, foi preso nesta quarta-feira (27) em Manaus por agredir a ex-esposa, de 23 anos. O suspeito, que estava foragido, foi localizado na rua Henrique Antony, bairro Centro, zona sul da capital.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) Centro-Sul, como parte da Operação Shamar, que combate a violência doméstica em todo o país.

Agressão motivada por ciúmes

De acordo com a delegada Patrícia Leão, a vítima procurou a polícia após ser agredida pelo ex-companheiro por ciúmes relacionados a redes sociais.

“No sábado (23), houve uma discussão entre eles. Ele desapareceu por quatro dias e, ao retornar, iniciou uma nova briga com a vítima”, explicou a delegada.

Durante a agressão, o homem desrespeitou uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex-esposa.

Durante as diligências, os policiais confirmaram que o suspeito possuía condenação e mandado de prisão em aberto. Ele foi preso e será encaminhado a um presídio da capital, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Além da condenação anterior, ele responderá pelos novos crimes cometidos contra a ex-companheira.

Violência contra a mulher

Na última quinta-feira (21), em entrevista ao Povo na TV, a delegada Débora Mafra, que atuou por 10 anos na Delegacia da Mulher e hoje está em processo de aposentadoria, fez um alerta sobre o cenário atual.

A policial recapitulou casos chocantes de violência contra a mulher que ocorreram no último mês e ressaltou a importância da denúncia.

Ela destacou ainda que muitas mulheres demoram até 10 anos para denunciar as agressões. Além disso, 98% das vítimas de feminicídio nunca haviam registrado boletim de ocorrência.

Por fim, a delegada reforçou a importância da denúncia e explicou que o Amazonas conta com rede de apoio às vítimas, incluindo psicólogos, assistentes sociais, casas-abrigo e até cursos de profissionalização.

“Se for preciso sair de casa apenas com a roupado corpo, fuja. A vida é mais importante”, orientou, a delegada.