CRIME

Mãe e madrasta tentaram ‘encenar’ morte de criança de 5 anos em Manaus, diz polícia

Mãe e madrasta foram presas em flagrante após morte de criança em Manaus. Polícia identificou sinais de violência sistemática, incluindo estrangulamento e hematomas antigos no corpo da vítima.
Redação Portal Norte
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Uma criança de 5 anos morreu na madrugada da última quarta-feira (27), em Manaus, e a mãe e a madrasta dela foram presas em flagrante como suspeitas do crime. O caso aconteceu na rua das Flores, bairro Tancredo Neves, zona leste da capital.

A vítima foi identificada como Rafaely Stacey Ramirez Lima, filha de uma das suspeitas. Segundo a polícia, Rafaela Coelho Ramires e Vitória Coelho Dutra, alegaram que a criança teria caído no banheiro devido ao piso escorregadio.

No entanto, médicos que atenderam a ocorrência desconfiaram da versão pelo estado do corpo da criança. De acordo com o delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a vítima possuía hematomas antigos.

 “Os médicos identificaram diversos hematomas por todo o corpo da criança, inclusive, hematomas antigos. Posteriormente, com uma avaliação mais minuciosa dos médicos, foi verificado indícios de que ela teria sofrido inclusive agressões na região cervical, características de um estrangulamento”

Além disso, primeira explicação dada pelas mulheres não se sustentou diante das lesões encontradas no corpo da menina.

“As versões não se comprovaram. Além disso, elas já tinham mudado de endereço porque vizinhos do local anterior estavam denunciando casos de violência e abusos contra a criança”, afirmou o delegado.

Médicos identificaram sinais de violência

O delegado adjunto da DEHS, Fernando Damasceno, confirmou que Rafaely chegou ao hospital já sem vida. Os exames apontaram hematomas antigos e recentes, além de marcas de estrangulamento na região do pescoço.

“As mulheres disseram que foi uma queda, mas os médicos verificaram sinais claros de agressões, não compatíveis com um simples acidente”, explicou Damasceno.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Rafaely morreu por choque hemorrágico, lesões hepáticas e renais, trauma abdominal fechado e asfixia mecânica.

As suspeitas foram conduzidas à delegacia e autuadas em flagrante. Rafaela e Vitória passaram por audiência de custódia e permanecem presas. As investigações seguem em andamento.