CRIME

Idoso é condenado a 139 anos por estuprar as 4 netas da esposa em Itacoatiara

Condenação de 139 anos marca fim de ciclo de abusos que permanecia oculto no ambiente familiar há anos até ser denunciado pela escola em 2024.
Redação Portal Norte
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Um idoso de 61 anos foi condenado a 139 anos, um mês e oito dias de prisão por estuprar as quatro netas da própria esposa em Itacoatiara. A sentença foi proferida pelo juiz André Luiz Muquy, titular da 1ª Vara da Comarca.

Por determinação da Justiça, o nome do réu não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas. O crime causou forte repercussão na cidade e expôs um ciclo de abusos dentro do ambiente familiar.

Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), os abusos só vieram à tona em 2024, quando uma das meninas contou a situação em sua escola. A partir daí, o caso foi denunciado ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), que abriu investigação.

Na denúncia, além do idoso, também foram incluídos o genro do acusado – apontado como possível pai biológico de uma das vítimas – e a avó das crianças, companheira do réu. O MP sustentou que ambos tinham participação nos crimes, seja por prática direta de abusos ou por omissão.

Abusos dentro de casa

De acordo com a sentença, o idoso se aproveitava da convivência doméstica e da ausência da avó para cometer os estupros contra as netas em Itacoatiara.

O genro foi acusado de ter abusado de uma das meninas, enquanto a avó respondia por omissão dolosa, por supostamente ter conhecimento do que ocorria.

No entanto, o juiz considerou que não havia provas suficientes para condenar os dois últimos. Os depoimentos das vítimas na audiência de instrução reforçaram a decisão de absolvê-los.

Idoso passa a cumprir regime fechado

O homem, que já estava preso preventivamente desde julho de 2024, permanecerá detido para cumprir a pena em regime fechado. Em junho de 2025, ele havia sido transferido para uma unidade prisional em Manaus, antes mesmo da sentença.

Já os acusados absolvidos respondiam em liberdade provisória e tiveram as medidas cautelares revogadas após a decisão judicial.

A sentença permite recurso por parte da defesa. Até lá, o homem seguirá preso para cumprir a condenação de mais de 139 anos.