Três adolescentes, uma de 13 anos e duas de 14 anos, denunciaram um professor de matemática da Escola Municipal Raimundo Gonçalves Nogueira, localizada no bairro Zumbi 2, zona Leste de Manaus, por assédio sexual.
Segundo as vítimas, o docente enviava mensagens e vídeos de cunho sexual, incluindo imagens de suas próprias partes íntimas. De acordo com a advogada das famílias, os casos ocorreriam há mais de um ano.
As adolescentes reuniram provas, como mensagens, áudios e vídeos, para embasar a denúncia. Uma das mães, identificada como Elínia, contou que as jovens, conscientes da gravidade da situação, decidiram agir em conjunto.
“Elas conversaram entre si e entenderam que, para denunciar, precisavam de provas. Conseguiram vídeos, mensagens e áudios do professor”, relatou Elínia.

Ouça o aúdio guardado como prova:
Falha na escola e busca por justiça
As adolescentes levaram o material à direção da escola, onde se reuniram com a professora Celí e um gestor da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Segundo a mãe, a escola orientou as alunas a apagarem as provas, afirmando que a situação seria resolvida internamente, sem comunicar os responsáveis.
“Minha filha e as outras meninas não aceitaram isso. Chegaram em casa, contaram tudo, e recuperamos as imagens”, afirmou Elínia.
Indignados, os pais procuraram a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), no bairro Parque 10, onde registraram um boletim de ocorrência.
A Polícia Civil confirmou o recebimento da denúncia, mas não divulgou detalhes para preservar o processo.
Ameaças e preocupação dos familiares
Além do assédio, as adolescentes enfrentam ameaças de outras alunas, que teriam prometido agredi-las caso retornassem à escola em Manaus.
A situação gerou revolta entre os familiares, que cobram providências das autoridades e da Semed.
“Isso é um caso sério, de polícia. Não pode ficar impune”, disse Elínia.
A Secretaria Municipal de Educação informou estar ciente do caso e que medidas administrativas estão sendo tomadas, incluindo acompanhamento junto às autoridades competentes.
A pasta reafirmou o compromisso com a segurança dos alunos e a apuração rigorosa dos fatos.
A Polícia Civil segue investigando, e o professor ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.
Com informações do Imediato