CULTURA AMAZONAS

VÍDEO: presidente da Flor Matizada quebra troféu da campeã Tradicional no Festival de Cirandas de Manacapuru

Presidente de agremiação rival quebra troféu da Ciranda Tradicional após apuração do festival, gerando críticas sobre o episódio durante a cerimônia.
Redação Portal Norte
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A consagração da Ciranda Tradicional como campeã do Festival de Cirandas de Manacapuru 2025, no Amazonas, terminou em polêmica.

Durante a apuração, realizada na tarde desta segunda-feira (1º), no Parque do Ingá, conhecido como Cirandódromo, o secretário de Turismo do município e presidente da Ciranda Flor Matizada, Alexandre Queiroz, foi filmado pisando no troféu, que acabou quebrando, da campeã antes de deixar o local.

Reação da campeã

O gesto foi criticado pelo presidente da Ciranda Tradicional, Magal Pinheiro, que se pronunciou após o episódio.

“Um cara desse que se diz secretário faz isso, é uma injustiça, um cara covarde, que não faz nada pelo festival de ciranda e muito menos para a ciranda dele”, disse à imprensa.

A vitória da Tradicional

Apesar da confusão, a Tradicional celebrou sua vitória. A agremiação se apresentou no sábado (30) com o tema “Sapucai’Ay: O Grito que Vem das Águas”, espetáculo que encantou o público e os jurados.

Com alegorias grandiosas, uso de hologramas e efeitos pirotécnicos, o grupo apresentou um enredo que denunciou as ameaças das mudanças climáticas, mas também exaltou a resistência dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

Destaques do espetáculo

Entre os pontos altos, a entrada da agremiação empolgou a torcida, que lotou o Cirandódromo. Uma criança indígena abriu o espetáculo clamando pela preservação das águas.

O cordão de entrada, representando seres aquáticos e encantados, trouxe ao palco um balé aéreo que deu vida ao enredo.

Um dos momentos mais marcantes foi a participação da torcida organizada, que conduziu o cordão principal da arquibancada até a arena, integrando público e espetáculo.

Além disso, a apresentação no Festival de Cirandas de Manacapuru destacou referências religiosas, incluindo a figura de Oxum, orixá ligado às águas doces, exaltando a diversidade cultural presente no festival.