A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, nesta quarta-feira (3), Marcelo Gustavo Lima de Souza, de 38 anos, motorista por aplicativo acusado de estuprar passageiras durante corridas em Manaus.
Ele foi encontrado na cidade de Monte Alegre, no Pará, após meses de buscas que contaram com apoio da Polícia Civil paraense.
De acordo com o delegado Rafael Costa e Silva, do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), as investigações tiveram início em setembro de 2023, quando as primeiras vítimas procuraram a polícia para denunciar os abusos.
Segundo os relatos, Marcelo chegava a ler trechos da Bíblia durante os estupros e, em um dos episódios, perguntou a uma das mulheres se “era bom fazer sexo grávida”.
Ainda conforme a investigação, o suspeito tinha curiosidade em manter relações com gestantes.

Suspeito fugiu após repercussão do caso
Com base nas denúncias, a Justiça decretou a prisão preventiva de Marcelo. No entanto, após a repercussão do caso, ele fugiu de Manaus.
A polícia não encontrou registros de saída por aeroportos, movimentações bancárias ou uso de celular em seu nome.
“Ele simplesmente apagou todos os rastros. Não cadastrou chip de celular, não movimentou contas e ficou fora do radar por meses”, afirmou o delegado Costa e Silva.
Após seis meses de buscas, a equipe do 8º DIP retomou o caso e utilizou técnicas investigativas que permitiram rastrear Marcelo até Monte Alegre, no Pará.
O mandado de prisão foi encaminhado à Polícia Civil local, que efetuou a captura nesta quarta-feira.
No local onde ele foi encontrado, a polícia também apreendeu a Bíblia que ele costumava utilizar. “É um indivíduo completamente perturbado”, avaliou o delegado.
Assista ao momento da prisão:
Crimes praticados em diferentes bairros de Manaus
As investigações apontam que o motorista usava facas para intimidar as vítimas e as deslocava para locais afastados de Manaus.
Em alguns casos, ele pegava passageiras na região da Ponta Negra e as levava até a Zona Leste de Manaus para cometer os abusos.
Pelo menos seis mulheres já foram identificadas como vítimas, mas a polícia acredita que outras podem se apresentar com a divulgação do caso.
“É muito importante que outras possíveis vítimas procurem a polícia. Certamente, novas denúncias podem surgir”, reforçou Costa e Silva.
Marcelo deve responder por vários crimes de estupro em concurso material, ou seja, praticados em momentos diferentes.
Cada crime pode render de seis a dez anos de prisão, somando uma pena ainda maior ao final do processo. Ele segue preso à disposição da Justiça.