A Justiça do Amazonas decidiu que Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior irão a júri popular pelo assassinato do jovem palestino Mohamad Manasrah e pela tentativa de homicídio contra o irmão dele, Ismail Manasrah em Manaus.
A decisão foi proferida pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, na última terça-feira (9).
Segundo o magistrado, há indícios suficientes de autoria e provas materiais que justificam o envio do caso para julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele destacou que contradições nos depoimentos e teses da defesa devem ser analisadas apenas em plenário.
“Diante da convergência dos elementos probatórios, há a solidificação da possível autoria que recai sobre ambos os acusados”, afirmou Fábio Olintho em sua decisão.
Denúncia e crimes apontados pelo MP
Os réus foram denunciados pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) por homicídio qualificado (consumado e tentado), com base nos artigos 121 e 14 do Código Penal.
De acordo com a acusação, o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que um dos acusados teria atacado Mohamad pelas costas.
A denúncia aponta que o ataque contra o jovem palestino foi praticado de forma traiçoeira, após uma discussão dentro da casa noturna em Manaus que havia sido contida por seguranças.
Relembre caso
O caso aconteceu no dia 8 de fevereiro de 2025, por volta das 2h da manhã, em frente a uma casa noturna localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, em Manaus.
Conforme o processo, Bruno teria se escondido entre carros no estacionamento aguardando a saída das vítimas, enquanto Robson iniciou uma conversa aparentemente pacífica com o grupo.
No momento em que Mohamad tentava deixar o local, Bruno atacou com um gargalo de garrafa, seguido de golpes de Robson, que agiu pelas costas. O ataque resultou na morte de Mohamad e ferimentos graves no irmão dele.
Na fase de instrução, foram ouvidos a vítima sobrevivente, três testemunhas, dois informantes e o réu Bruno, que está preso desde março de 2025. Já Robson não compareceu à audiência, foi declarado revel e teve a prisão preventiva decretada.
O juiz manteve a prisão de Bruno da Silva Gomes, destacando a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a necessidade de preservar a integridade do processo.
Próximos passos do julgamento
O processo agora segue para o Tribunal do Júri, onde os réus serão julgados pelo Conselho de Sentença. No entanto, a sessão só poderá ser marcada após o esgotamento de todos os recursos da defesa, o chamado trânsito em julgado.
Enquanto isso, Bruno segue preso preventivamente e Robson é considerado foragido da Justiça.