MANAUS

Réus pela morte de jovem palestino em saída de boate em Manaus vão a júri popular; relembre o caso

Dois homens acusados da morte do palestino Mohamad Manasrah em fevereiro serão julgados por tribunal popular. O crime teria sido cometido por motivo fútil durante saída de boate.
Redação Portal Norte
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A Justiça do Amazonas decidiu que Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior irão a júri popular pelo assassinato do jovem palestino Mohamad Manasrah e pela tentativa de homicídio contra o irmão dele, Ismail Manasrah em Manaus.

A decisão foi proferida pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, na última terça-feira (9).

Segundo o magistrado, há indícios suficientes de autoria e provas materiais que justificam o envio do caso para julgamento pelo Tribunal do Júri. Ele destacou que contradições nos depoimentos e teses da defesa devem ser analisadas apenas em plenário.

“Diante da convergência dos elementos probatórios, há a solidificação da possível autoria que recai sobre ambos os acusados”, afirmou Fábio Olintho em sua decisão.

Denúncia e crimes apontados pelo MP

Os réus foram denunciados pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) por homicídio qualificado (consumado e tentado), com base nos artigos 121 e 14 do Código Penal.

De acordo com a acusação, o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que um dos acusados teria atacado Mohamad pelas costas.

A denúncia aponta que o ataque contra o jovem palestino foi praticado de forma traiçoeira, após uma discussão dentro da casa noturna em Manaus que havia sido contida por seguranças.

Relembre caso

O caso aconteceu no dia 8 de fevereiro de 2025, por volta das 2h da manhã, em frente a uma casa noturna localizada no bairro Nossa Senhora das Graças, em Manaus.

Conforme o processo, Bruno teria se escondido entre carros no estacionamento aguardando a saída das vítimas, enquanto Robson iniciou uma conversa aparentemente pacífica com o grupo.

No momento em que Mohamad tentava deixar o local, Bruno atacou com um gargalo de garrafa, seguido de golpes de Robson, que agiu pelas costas. O ataque resultou na morte de Mohamad e ferimentos graves no irmão dele.

Na fase de instrução, foram ouvidos a vítima sobrevivente, três testemunhas, dois informantes e o réu Bruno, que está preso desde março de 2025. Já Robson não compareceu à audiência, foi declarado revel e teve a prisão preventiva decretada.

O juiz manteve a prisão de Bruno da Silva Gomes, destacando a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a necessidade de preservar a integridade do processo.

Próximos passos do julgamento

O processo agora segue para o Tribunal do Júri, onde os réus serão julgados pelo Conselho de Sentença. No entanto, a sessão só poderá ser marcada após o esgotamento de todos os recursos da defesa, o chamado trânsito em julgado.

Enquanto isso, Bruno segue preso preventivamente e Robson é considerado foragido da Justiça.