CONSUMIDOR

Cadela morre após banho e tosa em pet shop de Manaus; família contesta versão da clínica

Família contesta explicação da clínica e cobra acesso a imagens de segurança para esclarecer morte da cadela durante procedimento de banho e tosa.
Redação Portal Norte
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Uma cadela da raça Yorkshire, de três anos, chamada Zoey, morreu após um procedimento de banho e tosa em um pet shop localizado na zona Leste de Manaus.

A tutora relatou que, ao buscar o animal, foi informada de que ele havia sofrido convulsões e não resistido.

Segundo a clínica, a morte teria sido causada por doença do carrapato. A versão, no entanto, foi rebatida pela família, que afirmou que Zoey era saudável, fazia exames mensais e estava com as vacinas em dia.

Versões diferentes sobre a causa da morte

De acordo com o advogado da família, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que a responsabilidade do estabelecimento é objetiva, ou seja, não é necessário provar culpa para que o local seja responsabilizado.

“O animal foi entregue saudável e saiu morto. Isso já basta para pedir reparação”, declarou.

Ele também destacou que já existem relatos de outros clientes que passaram por situações semelhantes no mesmo pet shop. Para a família, a explicação da clínica sobre doença do carrapato não se sustenta, já que a enfermidade não surge de forma repentina.

Família cobra imagens das câmeras de segurança

O advogado explicou que Zoey sofreu convulsões durante o atendimento e que, em casos como esse, o estabelecimento deveria ter informado imediatamente a tutora. A família agora aguarda o acesso às imagens internas do pet shop para esclarecer o que aconteceu.

Caso as gravações não sejam entregues de forma voluntária, a defesa pretende acionar a Justiça e solicitar que o juiz obrigue a clínica a liberar as imagens.

A intenção é usá-las como prova em uma ação judicial que vai pedir reparação por danos morais e materiais.

De acordo com familiares, Zoey era tratada como parte da família e sua perda causou forte abalo emocional.

“Eles não conseguiram se alimentar no fim de semana, estão em estado de depressão e ansiedade”, relatou o advogado.

Orientações aos tutores

O advogado, que também é professor, afirmou ter publicado um vídeo sobre o caso em suas redes sociais com caráter educativo, incentivando outros tutores a buscarem apoio jurídico em situações parecidas.

Segundo ele, foi notificado para retirar o conteúdo, mas reforçou que não citou nomes nem expôs pessoas, apenas defendeu os direitos da família.

Ele ainda aconselhou que tutores pesquisem bem antes de contratar serviços em clínicas ou pet shops, verificando histórico, estrutura do local e relatos de outros clientes.