O advogado da família da criança de 8 anos, Vilson Benayon, deu detalhes sobre a agressão registrada dentro de um condomínio na avenida Constantino Nery, em Manaus.
Segundo ele, em entrevista exclusiva ao Povo na TV, o servidor do TJAM suspeito de agredir a criança deixou o próprio bloco para abordar o menino, que havia discutido com a irmã.
De acordo com Benayon, o homem tomou o celular da vítima e chegou a arremessá-lo por mais de 10 metros.
Quando o menino conseguiu recuperar o aparelho e tentou voltar para casa, o agressor o impediu de entrar no elevador, filmou a cena e desferiu os primeiros golpes.
Criança teria desmaiado após segundo tapa
O advogado destacou que a violência foi desproporcional, já que partiu de um adulto contra uma criança de apenas 8 anos.
Segundo a cuidadora, que também presenciou a cena, o menino chegou a desmaiar após o segundo tapa e precisou ser carregado nos braços. Exames posteriores confirmaram a perfuração do tímpano, além de inflamações e secreção de pus.
Família teme represálias no condomínio
Benayon contou que a esposa do agressor estava presente no momento da confusão, mas não interveio. Após a repercussão, a família da vítima tem vivido dias de medo dentro do condomínio.
“Eles estão resguardados, evitando exposição e recebendo apoio psicológico. As crianças estão recolhidas ao seio familiar, mas o que mais os pais querem é que a Justiça seja feita”, afirmou o advogado.
Caso deve ser levado à Corregedoria
O defensor disse ainda que o caso será levado à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e destacou que a investigação deve apurar a gravidade das lesões físicas e também os danos emocionais.
“O que aconteceu não pode ficar impune. Vamos pedir que esse episódio sirva de exemplo para que outras agressões contra crianças não voltem a acontecer”, finalizou.
TJAM investiga caso
Em nota oficial, o TJAM afirmou que tomou conhecimento do episódio apenas nesta manhã, por meio da imprensa.
A presidência do órgão determinou que a Corregedoria-Geral de Justiça abra um inquérito administrativo para investigar a conduta do servidor.
“O TJAM ressalta que serão adotadas todas as medidas administrativas e legais cabíveis, em conformidade com as normas que regem o serviço público e a atuação do Poder Judiciário”, informou a nota.