CRIME

Padrasto é preso por estuprar enteada de 3 anos e mãe é investigada por acobertar o crime em Manaus

Tia descobriu abuso ao notar ferimentos na criança durante banho e denunciou à polícia. Mãe tentou encobrir o crime e ameaçar a vítima.
Redação Portal Norte
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Um padrasto de 32 anos foi preso suspeito de estuprar a enteada de apenas 3 anos, na noite de segunda-feira (15), no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.

O crime foi denunciado pela tia materna da vítima, que percebeu que as partes íntimas da criança estavam bastante feridas durante um banho.

A tia, que é enfermeira, contou à polícia que costuma cuidar da menina e, ao notar os hematomas, decidiu questionar a sobrinha.

A vítima relatou que o companheiro da mã colocva os dedos no seu orgão dela e descreveu com detalhes tudo o que ele fazia.

Mãe tentou encobrir as agressões

Segundo a polícia, a mãe da vítima foi informada sobre os ferimentos, mas não denunciou o companheiro.

Ao contrário, teria tentado convencer a filha a não falar sobre o caso e chegou a ameaçar a criança para que não repetisse a história.

Indignada com a postura da irmã, a tia decidiu procurar o Conselho Tutelar e acionar a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Prisão do suspeito

De acordo com a delegada Mayara Magna, responsável pelas investigações, a criança foi levada ao pronto-socorro, onde exames constataram a ruptura do hímen.

“Essa denúncia chegou após a tia dar banho na criança e perceber que a criança sentia dores nas partes íntimas. Ela levou a criança ao pronto-socorro e foi constatado o crime. A tia, com medo de a criança sofrer mais algum abuso, denunciou o caso”, disse.

O padrasto, que não teve a identidade divulgada, foi preso nesta terça-feira (16) em Manaus e está à disposição da Justiça.

Medida protetiva contra a mãe

A polícia também apura a responsabilidade da mãe da criança, que teria sido conivente com os episódios de violência.

A Justiça determinou que ela não se aproxime da filha, que agora está sob os cuidados da tia materna e do pai biológico.

O suspeito vai responder pelo crime de lesão corporal contra vulnerável, previsto no Código Penal, e permanece detido na sede da Depca. O caso segue em investigação.